quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Pão Eucarístico

Pe. Júlio Maria De Lombaerde, sdn


Hoje é a grande festa da Eucaristia!

É a festa do triunfo eucarístico no mundo e nas almas: no mundo, pelas procissões solenes que se fazem em toda parte; nas almas pela comunhão fervorosa deste dia.

‘A minha carne é verdadeiramente comida’, diz o salvador. ‘E quem comer a minha carne fica em mim, e eu nele – quem comer este pão viverá eternamente’.

Meditemos hoje estas palavras divinas, tão expressivas e tão divinamente ternas.

Jesus é o nosso pão... o pão que dá a vida eterna.

Nos queremos a vida eterna: é preciso, pois, recorrer a este pão divino, e excitar em nós uma espécie de fome espiritual por este pão dos anjos.

Dar ao homem mortal uma vida eterna é operar nele uma completa transformação.

É esta transformação que vamos considerar hoje, vendo:

1º O pão transformador.
2º O pão de cada dia.

I – O pão transformador

Sendo o corpo de Jesus Cristo o alimento da nossa alma, o seu primeiro efeito é ser transformado em nosso corpo e sangue; porém há um segundo efeito, divinamente terno, é que o alimento por sua vez nos transforma.

O gênero de alimentos contribui a formar as raças, e se contribui para este efeito geral, produz necessariamente efeitos sobre cada indivíduo em particular.

É um fato, hoje muito estudado e verificado, que tal alimento desenvolve a força dos músculos, tal outro o vigor do cérebro, um provoca uma vida intensa, o outro uma ação pacífica.

A divina Eucaristia é o alimento que deve formar uma raça divina.

A graça é chamada por São Pedro: ‘uma participação à natureza divina’ (2Ped 1,4).

Chama-se natureza de um ser: o princípio de sua atividade.

Pela graça adquirimos pois a possibilidade de agir divinamente, de fazer obras sobrenaturais, merecedoras de vida eterna.

E aqueles que agem desse modo constituem verdadeiramente uma raça divina: genus electum, diz São Pedro (1Ped 2,9). Somos da linhagem de Deus, como diz São Paulo. Ipsus enim ET genus sumus (At 17,28).

***

O próprio corpo não fica estranho a tal transformação, nem pode ficar, pois o corpo e a alma formam uma única pessoa, e esta pessoa participa necessariamente das transformações da alma e do corpo.

Reflitamos bem. É o corpo que recebe realmente Jesus Eucarístico e o conserva durante a sua passagem, infelizmente tão curta.

Ora, um tal contato não pode ficar sem efeito.

Logo, divinizando a nossa alma, a Eucaristia deve comunicar qualquer coisa dessa divinização a nosso corpo.

Durante a sua vida, Jesus Cristo curava os doentes pelo contato da sua mão; tocando-nos pelas santas espécies, porque não santificaria nossas lutas e abrandaria nossas inclinações malignas?

O estado normal da alma é a união com o corpo.

É preciso, pois, que o corpo participe de qualquer modo às influências da alma.

A alma pervertida comunica ao corpo qualquer coisa de duro, de irrequieto; enquanto a alma divinizada pela graça lança sobre o semblante do homem uma irradiação de bondade e paz.

Um dia o nosso corpo tem de ser unido de novo à alma; é preciso pois que este corpo adquira a aptidão de ser o companheiro adequado da alma, partilhando a sua felicidade e a glória, e reformando a personalidade única, resultante da união do corpo e da alma.

II – O pão de cada dia

O que acabamos de ver sobre o papel transformador da Sagrada Comunhão, é o bastante para compreender a necessidade de recebê-la com freqüência.

A alma, tão bem como o corpo, tem continuamente forças a refazer, elementos malsãos a eliminar, por a vida da natureza continua a existir, e procura, pela lei das oposições, a sufocar a vida sobrenatural, que é o seu antagonista.

O pão material de cada dia é uma necessidade, porque além das forças a refazer, por dentro, pelo gasto da atividade, temos de resistir a mil micróbios que nos espreitam de fora, e ameaçam a estrutura do nosso organismo.

O pão espiritual devia ser, por sua vez, de cada dia, pois temos também, por dentro, forças que se perdem e que devem ser restituídas, como temos por fora milhares de micróbios de perdição que procuram roer a nossa alma e lançá-la no abismo da tríplice concupiscência, como é a inclinação da carne, a volúpia dos olhos e o orgulho da vida.

Eis porque o mestre divino nos faz pedir o pão de cada dia.

Este pão é Deus!

É Ele que deve alimentar o elemento divino em nós, para conservá-lo em sua força dominadora.

Todo cristão, em estado de graça, tem pois o direito de desejar, como tem a obrigação de pedir este pão divino. Deve recebê-lo, não obstante o seu pouco valor pessoal, em vista das suas necessidades prementes da vida sobrenatural.

Ah! Não digais: Isto é o ideal?

É o ideal, sim; mas dizei-me: qual é a condição normal de um homem divinizado? Não é o ideal divino?

O que é divino é necessariamente ideal: a mediocridade seria para ele uma decadência. É certo, infelizmente, há muitos cristãos medíocres, porém, não é por direito, é por decadência.

Examinemos se os obstáculos materiais que talvez nos privam da comunhão freqüente são deveras invencíveis. É um dever nosso, procurar antes de tudo, o reino de Deus em nossa alma.

Quantos motivos mesquinhos, quantas ilusões estreitas nas desculpas, nós costumamos apresentar para eximir-nos da mesa sagrada!

Deus nunca exige o impossível. Se pois ele nos faz pedir o pão de cada dia, é porque há possibilidade de recebê-lo.

III – Conclusão

As festas eucarísticas de hoje devem excitar em nós, o desejo de cooperar na grande obra da glorificação de Jesus Sacramentado, glorificação social, pública, e glorificação individual, pessoal, que se deve operar pela recepção da Sagrada Comunhão.

Sentimos por demais a necessidade de uma transformação em nossa vida, e tal reforma deve realizar-se pela recepção do pão transformador, que nos põe em contato com Deus.

E como tal obra é de todos os dias, precisamos recorrer à comunhão freqüente. A comunhão deve ser o pão de cada dia, para que cada dia tenhamos a força de vencer os inimigos da nossa alma.

Um pouco de boa vontade e todos os clamores da indolência, do interesse e do respeito humano calarão diante da necessidade e do amor.

A necessidade deve impelir-nos; enquanto o amor nos deverá atrair.

É na mesa eucarística que está a salvação das almas e do mundo.

[In Comentário Eucarístico do Evangelho Dominical, págs 242-247]

quinta-feira, 9 de junho de 2011

[Vocacional] Aspirantado SDN 2010

Apresentamos hoje um pequeno vídeo vocacional, retratando um pouco as atividades do Aspirantado da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora em 2010. A comunidade Frei Paulo Fontes (carinhosamente apelidada "Ubi Cáritas", por causa do antigo nome do prédio no qual geralmente ficava instalada. Somente agora o nome foi resgatado, estando estampado novamente no frontispício da sede) em 2010 esteve alojada no Seminário Apostólico Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, construído pelo Revmo. Pe. Júlio Maria.

Esperamos que nossos leitores apreciem conhecer um pouco do que aconteceu nesse ano passado.


Os créditos da produção vão para o nosso irmão, Rafael Henrique de Almeida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Primeira homilia de Dom Emanuel Messias como Bispo de Caratinga


Meus irmãos e irmãs, por desígnio de Deus, agora, filhos e filhas queridos, ovelhas do meu rebanho. A minha já saudosa diocese de Guanhães, meu primeiro amor, fez um gesto lindo na festa dos seus 25 anos comemorados com grande solenidade, no primeiro dia deste rico mês de Maria, a primeira missionária, levando a boa nova do amor-serviço a sua parenta Isabel. Foi a cerimônia do envio, pois o lema daquela querida diocese é: ”Discipulos missionários a caminho”. Gesto forte, cheio de significado, pleno de emoção e rico em beleza. Eles enviaram o seu bispo como missionário para a Diocese de Caratinga. Chego, assim, como um bispo missionário, na simplicidade, mansidão e singeleza dos missionários do Senhor, numa vontade incontida de ser um bom pastor para as minhas novas ovelhas. A saudade é grande, mas “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.” Filhos e filhas que acabam de ser gerados do meu coração de pastor. Nas inúmeras entrevistas consedidas, nestes últimos meses, sempre voltava  a pergunta: “Quais são os seus projetos para a Diocese de Caratinga? Veja, meu santo povo de Deus desta Igreja particular, posso eu, saindo de uma jovem diocese de apenas 25 anos e entrando numa diocese quase centenária, trazer projetos novos, sem antes pisar este chão sagrado, sem antes conhecer e respeitar a caminhada bonita desta veterana Igreja Particular? Grandes homens passaram por aqui e é na trilha deles que desejo caminhar. Como bom mineiro já comecei a descobrir as belezas, as grandes iniciativas e os grandes passos que esta Igreja já deu, e, devagarzinho, conversando com cada padre, com cada seminarista, religiosos, religiosas, leigos e leigas, vou me inteirando da caminhada feita e onde preciso colocar ênfase, fazer resgate, insuflar novo espírito, colocar sangue novo. Estive descobrindo as marcas indeléveis dos bons e santos pastores que o Pai, rico em misericórdia, já enviou para esta Igreja Particular ao longo destes 95 anos de caminhada diocesana. Acho importante mencionar seus nomes e salientar rapidamente seus pontos fortes.
Dom Carloto
Dom Carloto Fernandes da Silva Távora (1920-1933). Treze anos de belíssimo trabalho apostólico e evangelizador, sobretudo, missionário.  Foi realmente um bispo missionário. Apesar de ser de família importante, vivia num total e encantador desprendimento. Nem casa tinha. Onde era a casa do bispo? “Onde havia um coração a consolar, uma dor a aliviar, uma iniciativa a sustentar, uma fatiga a partilhar, uma obra de caridade a fazer, uma alma a salvar; aí é a casa do bispo” escrevia alguém no jornal “O Lutador, de 22/12/1929. Vestia uma batina surrada de padre e permanecia meses em paróquias sem padre, atendendo aos fiéis, deixando Caratinga por conta do Monsenhor Aristides Rocha. Acolheu  e apoiou  o Padre Júlio Maria, sendo considerado co-fundador dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora. Sua simplicidade e seu sorriso ficaram gravados no coração do povo.
Dom José Maria Parreira Lara (1935-1936). Um ano e oito meses a serviço da diocese. Rifou o automóvel dele para pagar as contas da construção da nova catedral, que foi obra incansável do Monsenhor  Rocha, que a construiu em apenas quatro anos, naturalmente, com o apoio inegável de Dom Lara, que conseguiu benzê-la com grande solenidade, em 1935. Foi o bispo dos pobres e das criancinhas. Impecavelmente vestido à maneira episcopal, de cruz peitoral e solidéu, mas com simplicidade evangélica, gostava de jogar gude com as crianças. Foi também chamado de “O bispo da caridade”. Não conseguiu visitar todas as paróquias, morrendo de febre  tifo, quando visitava Mutum.
Pe. Júlio Maria De Lombaerde, sdn
Dom João Batista Cavati. (1938-1956). Nasceu no Espírito Santo e foi Missionário Lazarista Com um ótimo currículo, com Teologia na França, era homem de grande cultura e ao mesmo tempo de profunda humildade. Dezoito anos de dedicação exemplar. Na sua Carta Pastoral de Saudação, já sonhava com o futuro Seminário de Caratinga. Sempre preocupado com a educação, foi o bispo das escolas católicas e das Vocações Sacerdotais. Sua presença foi marcante na educação da juventude e na catequese. Preparou a criação do Seminário e construiu o Palácio Episcopal. Foi o co-fundador do Instituto das Missionárias de Nossa Senhora das Graças (Gracianas). Deu um forte apoio aos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, quando faleceu o fundador, Pe Júlio Maria Lombaerde. Foi ele também que trouxe para Caratinga os Padres Carmelitas descalços. Já bispo emérito escreveu o livro “História da Imigração Italiana no Espírito Santo.” Grande bispo!
Dom José Eugênio Corrêa. ( 1957-1978). Vinte e um ano à frente da diocese. Super-animado com a catequese. Inventou, antes do Concilio as “Conferência Religiosas Populares”, que se transformaram depois nos famosos “Grupo de reflexão” . Foi o bispo do  Concílio Vaticano II. A ele se deve a construção do Seminário Nossa Senhora do Rosário. Foi quem promoveu o “aggiornamento”, a renovação da Igreja diocesana de Caratinga, criando  os vários Conselhos e dando  voz  e vez  aos leigos. Incentivou o trabalho das Comunidades eclesiais de Base. Foi um grande amigo de seus padres. Interessante que deixou a diocese bem antes dos 75 anos, dizendo com toda simplicidade e sabedoria: “Depois de 21 anos de trabalhos aqui, achei melhor ceder o lugar, para que venha um bispo mais jovem, mais capaz, diferente, para corrigir talvez algumas coisas, para dar um impulso novo, uma vida nova à Diocese, para fazer o que não fiz.” Grande humildade e grande abertura para o novo.
Dom Hélio Gonçalves Heleno. Continuou as Assembléias Diocesanas de Pastoral, praticamente, uma por ano. Elaborou diversos Planos de Pastoral. Reorganizou e atualizou com muita competência todos os arquivos da Cúria em livros e pastas de documentos, acrescendo, sensivelmente, o acervo histórico de cada paróquia. Valorizou muito a Catequese, a Pastoral Familiar, a Pastoral da Criança, a Pastoral da Juventude, a Pastoral Litúrgica, Vocacional e as CEBs. Deu atenção especial ao Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, do ponto de vista físico de remodelação e ampliação, como também melhorando o nível acadêmico das aulas com professores especializados, de fora, e preparando também seus padres, conseguindo que três fizessem o mestrado em Roma. Dom Hélio carrega a glória de, com algumas poucas exceções, ter ordenado todos os padres da sua diocese. A ele se deve também a criação de inúmeras paróquias, todas providas de padres. Fez diversas visitas Pastorais em todas as paróquias, atividade que realizava metodicamente de quatro em quatro anos. Com seu grande amor pelas vocações entrega ao seu sucessor quarenta e três seminaristas, com três diáconos. Deixou a Igreja Diocesana bem organizada do ponto de vista administrativo e pastoral. Parabéns, meu querido Dom Hélio, pelo empenho apostólico neste trinta e dois anos de serviços prestados à Igreja diocesana de Caratinga.
Queridos filhos e filhas, este cuidado de repassar sucintamente a grande obra destes gigantes da fé e da sua dinamicidade apostólica, não foi apenas pelo gosto de uma retrospectiva histórica, mas para deixar claro o desafio diante do qual me encontro ao assumir esta diocese com caminhada tão bonita e por onde passaram homens sábios e profundamente dinâmicos. Diante desses traços marcantes: missionariedade, zelo pelas crianças e amor para com os pobres; empenho na educação, investimento na Juventude, sobretudo estudantil e universitária; dedicação à Catequese; vivência profunda do Concílio Vaticano II e seus desdobramentos nas diversas Conferências episcopais Latino americanas e caribenhas, como também, nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil; dedicação às CEBs (Comunidades Eclesiais de Base); carinho especial pelos padres, religiosos e religiosas como também aos seminaristas, vocacionados e vocacionadas; atenção especial ao seminário, à família, à liturgia. Diante de tudo isso, precisaria eu trazer no bolso novos projetos? Tentar, com a graça de Deus, por sangue novo nesta diversidade de trabalhos, já seria um grande desafio.
É verdade trago novas idéias, mas estas idéias serão sem pressa aquecidas no caldeirão das observações, das críticas e contribuições dos meus padres antes de virarem projetos. Desejo que todos participem; gosto das decisões comunitárias sempre que possíveis. Farei tudo para vivenciar no meio de vocês e ajudar vocês também a colocarem em prática  o que ouvimos na segunda leitura, em Col.3,4-12. Quero revestir-me de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Quero que nosso perdão seja tão generoso e corajoso como o do Bom Pastor, fazendo-se Cordeiro Imolado ao dar sua vida, na cruz, por nós, perdoando até mesmos os que o assassinavam. Quero ver a paz e a gratidão no coração do meu povo. Quero me envolver com as crianças da Pastoral da Criança, passando pelos catequizandos da iniciação eucarística, os adolescente e jovens da crisma, as diversas pastorais da juventude, a família, os sem família, os separados, os viúvos e viúvas até aqueles que, por graça, acumularam juventude, chegando à idade madura, os da Pastoral da Terceira idade. Desejo dar uma atenção especial aos enfermos, nos hospitais ou em casa, aos irmãos com deficiência, sobretudo mental, reconhecendo neles a presença de Jesus. Também os que estão totalmente à margem terão nossa atenção, com a graça de Deus. Quero ser o bom pastor entre as minhas ovelhas, defendendo-as dos ladrões e assaltantes e conduzindo-as a verdes pastagens. Meu desejo não é exercer uma autoridade que manda, mas, obedecendo a etimologia da palavra, uma autoridade que faz aumentar. Aumentar a harmonia e a paz, aumentar a participação de todos em tudo, aumentar a misericórdia e o perdão, o bem estar e a vida de todos. Nada desejo impor, mas propor. Depois, sim, as idéias, se  aceitas,  poderão virar projetos.
Tudo isso é um desejo ardente do meu coração acanhado e pobre, mas que pretende estar aberto a todos, numa atitude constante de serviço na intimidade profunda do Bom Pastor, que conhece suas ovelhas e dá a vida por elas. Quero ser a porta, que simboliza ternura, carinho e misericórdia por onde todos possam entrar e conhecer a imensidão da misericórdia do Bom Pastor. Quero ser o aconchego e a segurança das minhas ovelhas, na noite escura, dentro do redil, vigiado pelo Bom Pastor. Quero, ao raiar da aurora, conduzir meu rebanho para verdes  e saborosas pastagens. Hoje falo assim como projeto de vida, mas gostaria que vocês me conhecessem no temor e tremor antes de aceitar o ministério episcopal, conhecessem a minha pequenez e o reconhecimento que tenho pela soberania do Bom Pastor.
Para vocês perceberem a situação  interior do meu coração simples e acanhado, trago, pela primeira vez a público, uma oração angustiante, mas cheia de fé que pronunciei, abrindo meu coração ao Bom Pastor, quase dois anos antes da minha eleição para bispo, quando apenas boatos se ouviam, mas cada vez mais intensos. Curiosamente, naquela ocasião, eu já me dirigia ao Bom Pastor. Hoje,  me encontro em situação semelhante, mas, naturalmente, um pouco mais amadurecido e menos inseguro. Para que ficasse uma oração reservada, e para ser rezada mais vezes, a escrevi criptografada em caracteres gregos. Esta oração foi feita no dia 27 de abril de 1996.
Eu estava diante do sacrário:  “Jesus, estou diante de vós. Acredito profundamente nesta verdade, que estais aí, no sacramento da Eucaristia. Sei, ó Bom Pastor, que sois o meu Bom Pastor. Tenho experimentado, , uma solicitude, uma ternura da vossa parte que me deixam sem jeito, até envergonhado. Vejo a vossa mão me amparar até mesmo nos meus erros. Não vejo repreensão, não sinto cobranças. Vejo apenas amor, carinho, ternura, amparo. Sei que não mereço. Sei que não é pelos meus méritos, que agis assim. Assim o fazeis, porque me amais apaixonadamente.  Sois o amor.
Jesus, compreendo, profundamente, vossas atitudes. O que não compreendo são as minhas! Por que não sou mais agradecido? Por que não sou melhor? Por que não correspondo mais? Sou tão pequeno para cuidardes de mim, com esta ternura desconcertante,  sou tão insignificante para me dardes tanto valor!
E agora,Senhor, aquele último sinal! Se  vem de vós, é por amor. Eu sei. Mas estou confuso, Senhor; muito confuso! Receio não conseguir dizer sim. Não me posso imaginar em tal situação. Vós me conheceis, ó Bom Pastor!. Para mim está claro que não é este o meu caminho. Mas como duvidar que é um chamado que vem de vós? E se vem de vós, como pode ficar obscuro para mim? Não sei! Perdi meu chão! Lembro-me de Moisés; lembro-me de Jeremias. Mas como comparar-me a estes gigantes da fé? Até este pensamento é imbecil. Eles foram homens de grande intimidade com vosso Pai. Eu me sinto muito pequeno, muito distante, muito imperfeito.
Ficai comigo, Senlhor!, juntinho de mim. Sou uma criança insegura e a cidade está muito movimentada! Segurai minha mão, Senhor! Sede meu Pastor. Se me largais, eu serei atropelado. Dai-me serenidade nesse tempo, ó Bom Pastor! Mas ... prefiro estar enganado. Não gostaria que fosse verdade, o que estou percebendo. Se for, ó meu Amado, que não seja por agora. Que demore a chegar; que demore muito! Preparai-me, Senhor, como preparastes Isaias, purificando os seus lábios. Ainda preciso caminhar muito.
Jesus, meu Bom Pastor, vós me conheceis por dentro e por fora! Sabeis que estou sendo sincero. Ajudai-me!  Estou confuso, embora sinta que nasci para servir. Amém. “
Por causa dessa confiança imensa e intimidade profunda com o Bom Pastor, pelo fato de sentir a cada momento seu amor misericordioso para comigo, posteriormente, já bispo eleito, quando um amigo me perguntou qual seria o meu lema, respondi, sem tergiversar: “A serviço da misericórdia.”
Agora, vocês compreendem por que enumerei os insights, as grandes inspirações e realizações dos meus antecessores e por que quero chegar de mansinho e pisar cheio de reverência o chão sagrado desta admirável diocese.  Os que me precederam foram grandes homens, fizeram coisas maravilhosas. Eu sou um pequeno pastor de ovelhas, mas acredito que o Senhor me enviou até vocês para que, na humildade e simplicidade, eu dê continuidade a tantas maravilhas que o Senhor conseguiu realizar em favor desta já amada diocese de Caratinga, através daqueles que por aqui passaram.
Que possamos educar nossos ouvidos para reconhecer a voz do Pastor. Quem conhece o evangelho, sabe, hoje, distinguir a voz do pastor manso e  humilde, diante de tantas vozes, que ressoam por toda parte, violentas e prepotentes. Que a minha disponibilidade, o meu coração aberto e oblativo, meu desejo imenso de estar a serviço, de ser pai, irmão e amigo de todos e todas, possa encontrar respaldo nas orações incessantes de todos os meus queridos irmãos no episcopado e no sacerdócio, religiosos e religiosas, leigos e leigas consagrados, seminaristas e vocacionados, povo santo de Deus desta  amada Diocese de Caratinga. Louvado seja o Bom e Belo Pastor de todos nós. (Fonte: Diocese de Caratinga)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dois anos de "Obras do Pe. Júlio Maria"

Com as graças de Deus e os auspícios de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, completamos dois anos deste Blog, dedicado à memória imperecível do Revmo Pe. Júlio Maria De Lombaerde, que, acreditamos, está junto à Glória de Deus e na companhia dos santos, dos anjos e da mesma Virgem Maria que ele tanto amou e ensinou a amar. 

Sem medo da expressão batida, mas "parece que foi ontem" que planejamos e levamos a cabo esta empresa, para a maior glória de Deus. Tudo começou aí: 

Festa de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Bom Despacho, 13 de maio de 2009
Essa foto foi tirada ao final da Missa Solene na Festa de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Despacho pelo então pároco, Pe. Antônio Otaviano da Costa Franco, sdn, e concelebrada pelos vigários Pe. Robson, sdn, Pe. Antônio Carlos, sdn, Pe. Robson, sdn, Pe. Vitório, sdn, e Pe. José Múcio, sdn.

Foi uma festa bastante participada pelos fiéis da paróquia. Ali, percebemos que de fato o povo de Deus precisava conhecer mais esse grande pastor que foi o nosso amado Pe. Júlio Maria, e confiar na sua intercessão junto de Deus.

Durante o meio-tempo entre o dia 13 e o dia 25 de maio daquele ano, corremos atrás de livros, notícias e fotos, conversando bastante com os padres também. E então trouxemos ao ar a primeira postagem, que é a motivação do Blog. Ela pode ser conferida aqui. 

Então, no ano de 2010, é visível uma estacionada nos trabalhos. Fato mais que justificável: estávamos, naquele ano, iniciando nosso processo formativo na Congregação Missionária fundada pelo Pe. Júlio. E foi um ano bastante exigente, o que pode ser comprovado pela nossa total falta de tempo para levar a cabo as postagens, informando somente o que foi mais necessário.

E cá estamos nós agora, iniciando nosso terceiro ano de atividades.

Sabemos que progredimos muito dos inícios até agora, e que temos muito mais para aprender e por em prática. Mas nosso amor à causa do Pe. Júlio Maria permanece, recebendo cada vez mais combustível. Para que possamos progredir cada vez mais, pedimos sempre a ajuda dos leitores: que possam comentar, sugerir, enviar material, divulgar. Enfim, que se tornem verdadeiros colaboradores da Obra do Pe. Júlio Maria De Lombaerde que ainda não terminou: mais que isso, continua viva em nós, seus filhos espirituais.

"Pe. Júlio Maria Lombaerde
É chegado o momento de Glória,
O teu nome, para sempre, 
Há de ser relembrado na história!"


Agradecemos a Deus o bem que pudemos fazer nestes dois anos, e pedimos-lhe, pela intercessão de Nossa Senhora da Eucaristia, que mais bem possa ser feito doravante.

TE DEVM LAVDAMVS!!!

Em Cristo,

Matheus R. Garbazza
Pro Catholica Societate

terça-feira, 24 de maio de 2011

Posse de Dom Emanuel Messias como novo Bispo de Caratinga

A Igreja particular de Caratinga-MG, celebrou com festa a posse de seu novo Bispo, Dom Emanuel Messias de Oliveira. O obraspejulio noticiou a nomeação de Dom Emanuel como Bispo de Caratinga, bem como sua primeira saudação ao povo. À época, relembrávamos aos leitores a importância desse acontecimento eclesial: Dom Emanuel é, a partir de agora, Ordinário da diocese sede da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e, portanto, é guardião do processo de beatificação do Revmo. Pe. Júlio Maria.

As cerimônias se deram no dia 20 de maio, na cidade-sede da Diocese. Fizeram-se presentes numeroso bispos, padres, religiosos e religiosas, seminaristas, autoridades civis e militares, bem como mais de seis mil fiéis da Diocese.


Cerimônia de Posse Canônica

Leitura e apresentação da Bula Papal
Caratinga recebeu comitivas de 53 municípios. Três pontos de ônibus para desembarque dos visitantes foram estabelecidos próximos ao viaduto sobre a Avenida Catarina Cimini, à estátua do Menino Maluquinho e no encontro da Avenida Tancredo Neves com a Rua Dona Julica.

Por volta das 17h, a catedral São João Batista, imediações do palácio episcopal e Praça Cesário Alvim já reuniam muitos fiéis, ansiosos para o início da cerimônia de posse de dom Emanuel. Como as igrejas da Catedral e do Santuário não comportavam o elevado número de pessoas foram instalados telões nas áreas externas para que todos pudessem acompanhar a cerimônia de posse e a primeira missa celebrada pelo novo bispo. Várias faixas de boas vindas a dom Emanuel foram colocadas nas igrejas, feitas por paróquias de Caratinga e de outras cidades da diocese.

Antes de seguir para a Catedral, dom Emanuel relatou que “os fiéis podem esperar um bispo amigo, de diálogo, do povo, da acolhida e que neste momento abraça Caratinga”.

Às 18h os sinos badalaram com alegria e intensidade, saudando a comitiva de autoridades religiosas que caminhava em direção a Catedral. Por volta das 18h30 os sinos pararam de tocar, marcando a chegada de dom Emanuel à Catedral São João Batista, acompanhado de padres, bispos e arcebispos. Padres e fiéis entraram primeiro, vindo em seguida os prelados, incluindo dom Geraldo Lyrio, arcebispo de Mariana, e padre David José Gonçalves, pároco da Catedral. Os religiosos foram recebidos com calorosos aplausos e euforia de fiéis.

Cerimônia do beijo do anel episcopal
A cerimônia de posse foi aberta por dom Geraldo Lyrio, arcebispo de Mariana, que lembrou a criação da diocese de Caratinga, em 15 de dezembro de 1915, e destacou o trabalho abençoado de seus bons pastores. Dirigindo-se a dom Hélio, ressaltou que “com admirável zelo pastoral, assumiu a diocese de Caratinga e agora tem sua missão cumprida”.

O arcebispo fez um breve histórico de dom Emanuel, ressaltando seus trabalhos e características que o qualificam para assumir a diocese, pedindo intercessão divina ao religioso. “Guardai no coração a querida lembrança de dom Hélio e recebei dom Emanuel como novo pastor”, disse aos presentes.

Dom Emanuel apresentou aos membros do conselho dos consultores as Letras Apostólicas, uma espécie de carta escrita pelo papa Bento XVI, em latim, que o nomeia como sexto bispo de Caratinga; o documento papal foi lido em português, a partir de tradução feita por monsenhor Raul Motta. Logo após foi assinada a ata de posse.

A cerimônia encerrou-se às 19h na Catedral e todos seguiram em procissão para o Santuário de Adoração, onde dom Emanuel presidiu sua primeira missa como bispo diocesano de Caratinga.

Primeira missa celebrada por Dom Emanuel

Sacerdotes presentes à primeira Missa Estacional
No Santuário dom Emanuel celebrou sua primeira missa como bispo da diocese de Caratinga. Em sua chegada, foi aplaudido pela multidão. Em sua homilia, ressaltou os trabalhos dos seus antecessores, dom Carloto, dom Lara, dom Cavati, dom Corrêa e dom Hélio, que para ele mostra o desafio de assumir a diocese onde passaram homens tão sábios e dinâmicos.

Seguiu-se o ritual católico e se aproximando do encerramento, padre José Raul, em nome de todos os padres, deixou uma mensagem aos presentes. “Neste momento queremos render graças a Deus, porque nossa diocese construiu um histórico ao longo do tempo e porque dom Emanuel chegou e com certeza dará continuidade ao trabalho que eles fizeram”.

Dom Hélio e Dom Emanuel
Irmã Maria de Lourdes, em nome dos religiosos, deixou uma mensagem para dom Emanuel e dom Hélio. “Dom Emanuel, coube a nós dirigirmos a ti para saudá-lo com alegria, recebemos calorosamente o sucessor de dom Hélio que tanto fez por nós. Para dom Hélio, dizemos gratidão e não nos despedimos nos alegramos e registramos esta data”.

Representando os leigos, o professor José Aylton, relatou que “o rebanho dos católicos está repleto de esperança e como parte dos 560 mil católicos existentes na diocese, reafirmando o compromisso da fidelidade e de trabalho ao lado de Dom Emanuel”.

A missa encerrou-se às 21h50 e os bispos, padres, seminaristas e demais religiosos seguiram para um jantar no Santuário Velho, em clima de grande celebração e confraternização. Para os fieis, o DIÁRIO DE CARATINGA, festeiro naquela noite, preparou uma grande festa nas barraquinhas instaladas na parte externa do Santuário, com saborosas comidas e bingos. (fonte: Diocese de Caratinga)

Primeira Missa Estacional:
Incensação das oblatas

Primeira Missa Estacional:
Bênção solene


À todo o povo de Deus da Igreja particular de CaratingaCaratinga.

Tudo pra a maior glória de Deus e da Virgem do Santíssimo Sacramento!

Pro Catholica Societate


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maria na Igreja

Pe. Júlio Maria De Lombaerde, sdn


[...] A Virgem Maria é o mais profundo reflexo da doutrina da Igreja, porque nos mostra perfeitamente Jesus Cristo, fundador da mesma. 

Maria Santíssima, Mãe da Igreja

Ao primeiro encontro do céu e da terra, a Verdade divina apresenta-se no mais amplo desenvolvimento, contendo em si mesma todo cristianismo e pela sua união a Maria, por efeito de reciprocidade, todo o cristianismo está repleto da Virgem-Mãe. 

Do mesmo modo que, para se ter uma idéia completa dos diferentes efeitos da luz sobre a natureza, é preciso estudá-la sob a influência do sol, ou sob a influência da lua que é o seu mais poderoso refletor, assim também, para ter a fisionomia integral e completa da religião cristã é preciso contemplá-la, não só na irradiação de Jesus Cristo, sol de verdade, mas ainda no místico luar da Virgem Imaculada, que a Escritura chama “bela como a lua”.

Deste modo é pelo conhecimento do culto de Maria que podemos estudar e contemplar tudo que há de interior e profundo na Igreja, da qual é boa e caridosa Mãe. Como contraprova, não se conhece perfeitamente Maria e não podemos honrá-la dignamente, senão entrando no espírito desta mesma Igreja, a quem foi confiado o místico santuário de seu amor.

Fonte: Por que amo Maria, pp. 56-57.

domingo, 22 de maio de 2011

Beatificação da Serva de Deus Irmã Dulce dos Pobres


[CN Notícias] A Igreja Católica na Bahia se prepara para a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, marcada para o dia 22 de maio, em Salvador. 

Nesta quinta-feira, 17, a comissão organizadora divulgou a programação para os dias de festividade e a Celebração no Parque de Exposições da capital baiana.
Irmã Dulce, o "Anjo Bom da Bahia"

Entre as atrações para o dia da cerimônia de beatificação, está a exibição de um espetáculo que contará a trajetória de vida de Irmã Dulce, também chamada de "o Anjo Bom do Brasil". À frente da apresentação artística, que reunirá dança, música e teatro, estarão 700 alunos do Centro Educacional Santo Antônio (CESA), núcleo de educação da OSID localizado no município de Simões Filho. 

Após a apresentação, terá início às 17h, a celebração canônica com uma Missa seguida do roteiro litúrgico do Rito de Beatificação do Vaticano. A cerimônia será presidida pelo Cardeal Geraldo Majella Agnelo, o delegado papal na solenidade, representando o Papa Bento XVI e o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Dom Angelo Amato.

O acesso à Solenidade será feita por ingressos que devem ser retirados, gratuitamente, nas paróquias, na sede das Obras Sociais e na Rádio Excelsior, em período a ser divulgado na mídia.

As caravanas do interior e outros estados devem entrar em contato com a central de atendimento, para devidas orientações. A central funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, através do telefone 0800-284-52-84 e do e-mail: cerimonial@irmadulce.org.br.

Infra-estrutura do evento

O Altar foi planejado pelo arquiteto João Martins, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e pretende favorecer a visibilidade de todos os momentos da cerimônia. A estrutura conta com dois grandes pórticos que, vistos de cima, formam a figura de uma cruz, e terá uma arquibancada para um coral de 300 pessoas, além de um painel com a imagem oficial da Bem-aventurada.

O local, com capacidade prevista para 60 mil pessoas, terá vagas para ônibus, estacionamento pago para veículos de passeio, sanitários e estrutura de segurança. 

Vigília e carreata

A programação festiva da beatificação terá início um dia antes do evento principal, com a realização, no sábado - 21 de maio, às 16h, de uma Missa no Santuário de Irmã Dulce – Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo de Roma. Após a Celebração, começará então uma vigília que se estenderá até a manhã do dia seguinte.

A agenda comemorativa continua ainda no dia 24, às 8h30, com uma Missa de agradecimento pela beatificação – também na Igreja da Imaculada –, seguida de uma carreata com a imagem da Bem-aventurada pelos principais locais onde ela atuou. Já no dia 26 de maio, às 9h, acontecerá uma nova celebração, desta vez no Centro Educacional Santo Antônio (CESA), em Simões Filho. A programação se encerra no dia 28 de maio, às 8h30, com uma Missa de consagração e instalação do Santuário de Irmã Dulce, no Largo de Roma.

Programação

21 de maio - sábado

16h – Missa no Santuário de Irmã Dulce (Largo de Roma), seguida de vigília

22 de maio - domingo

Cerimônia de Beatificação de Irmã Dulce
Local: Parque de Exposições de Salvador

12h – Abertura dos portões

14h – Apresentação artística sobre a vida e obra de Irmã Dulce

17h – Missa de Beatificação

24 de maio - terça-feira

8h30 – Missa de agradecimento pela beatificação, no santuário de Irmã Dulce, seguida de carreata com a imagem da Bem-aventurada.

26 de maio - quinta-feira

9h – Missa no Centro Educacional Santo Antônio (CESA), em Simões
Filho

28 de maio - sábado

8h30 – Missa de consagração e instalação do Santuário de Irmã Dulce

***

Palavras do Papa Bento XVI:

Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, desejo também associar-me à alegria dos Pastores e fiéis congregados em São Salvador da Bahia para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rasto de caridade ao serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a ver nela «a mãe dos desamparados». Idêntica celebração teve lugar ontem, em Lisboa, ficando inscrita no álbum dos Beatos a Irmã Maria Clara do Menino Jesus; ela fundou as Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que ensinou «a alumiar e aquecer» a multidão de pobres e esquecidos da sociedade, vendo e acolhendo neles o próprio Deus. Enquanto confio à intercessão das novas Beatas os seus familiares e devotos, as suas filhas e irmãs espirituais e as comunidades eclesiais de Lisboa e São Salvador da Bahia, de coração concedo-lhes a Bênção Apostólica.