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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Aos pregadores, uma simples observação

Pe. Júlio Maria De Lombaerde, SDN

Tem-se escrito muito sobre a eloquência, do ponto de certas pessoas julgarem que a arte da eloquência consiste em escrever um belo discurso, em decorá-lo e recitá-lo com firmeza.

A verdadeira eloquência não consiste nisso; ela vem de mais alto, de mais longe. Para o êxito duas qualidades são exigidas da parte do pregador e duas da parte do discurso.

I - Da parte do pregador

O pregador deve estar convicto do que diz e deve amar as pessoas que o escutam. A convicção pessoal do pregador é o primeiro elemento do bom resultado na pregação. Tal convicção se manifesta desde o princípio, pelo tom incisivo e firme, com que se enuncia o assunto. É preciso lançar a verdade de um só jato, em palavras firmes e fortemente destacadas.

A convicção dá algo de vigoroso, de penetrante, que fixa o espírito do auditor e o excita ao desejo de conhecer, mas a fundo, a verdade.

O amor ao auditório é o segundo elemento do sucesso. É preciso que o auditor sinta que o pregador quer fazer-lhe bem.

Trata-se de ganhar os corações e entrega-los a Deus. Só a caridade sabe descobrir os caminhos misteriosos, que conduzem ao coração.

É sempre eloquente quem quer salvar as almas. É sempre escutado com satisfação, quem ama. É o segredo da palavra viva e eficaz. Aí está a magia da eloquência sacra! Que belo exemplo nos oferece São Paulo!

A sua pregação é a efusão de uma alma repleta de caridade e de verdade, destacando, habilmente, os vícios e os erros das pessoas, fulminando o mal e estendendo a mão paternal aos que o cometeram.

II - Da parte do discurso

A popularidade:

O discurso deve ser popular e claro.

O sacerdote é o homem do povo, e a sua palavra deve ser compreendida por todos.

A eloquência acadêmica é profanação da eloquência sacra.

O grande modelo a imitar é, e sempre será, a palavra de Jesus Cristo.

Nunca homem falará melhor do que aquele que mais se aproximar da linguagem de Jesus Cristo.

A clareza:

É a segunda qualidade do discurso: clareza na expressão e no sentimento.

O povo nada entende das abstrações especulativas da razão. É mister conduzí-lo do conhecido ao desconhecido, do sensível da religião às altas verdades dogmáticas. A palavra clara agrada a todos e faz o bem a todos, enquanto a fraseologia bombástica diverte alguns espíritos, mas não penetra no coração.

O tom narrativo é o mais claro e o mais compreensível para o povo: é uma espécie de dramatização da verdade a expor.

É o método do Evangelho... narra e discute pouco, expõe, torna a verdade sensível pelas comparações e parábolas e deixa ao ouvinte tirar a conclusão pessoal.

Preguemos o Evangelho com convicção e amor.

Seja a nossa palavra popular e clara.

E o êxito será esplêndido, ultrapassando toda expectativa.

(Fonte: O Evangelho das Festas Litúrgicas. Manhumirim: O Lutador, 1952. p. 5-6. )

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Outubro, mês das Missões: "Missionário que veio de longe"!

A Igreja celebra um mês dedicado às Missões em outubro. Tivemos oportunidade de refletir sobre esse mês importante no ano passado, com nossas "Reflexões Missionárias", que podem ser conferidas no sítio do Apostolado Sociedade Católica [1ª Parte; 2ª Parte; 3ª Parte; 4ª Parte].

Neste ano de 2011, a Família Julimariana tem um motivo a mais para louvar a Deus pelo mês missionário. Trata-se da abertura do Ano Centenário da chegada do Pe. Júlio Maria De Lombaerde ao Brasil. No dia 15 desse mês, completou-se o 99º ano de sua chegada no porto de Recife-PE. 

Que esse Ano Centenário seja uma boa oportunidade para celebrar a importância do grande Missionário, Padre  Júlio Maria, para a Igreja!


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora de Lourdes e a devoção mariana do PJM

Hoje, dia onze de fevereiro, a Igreja celebra a memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes. Um sítio especial sobre as aparições da Virgem Santíssima naquela cidade pode ser conferido aqui. 

"O Padre Júlio Maria, que era da progênie feliz dos santos, experimentou os efeitos salutares da devoção a Maria.
 Esta devoção nasceu com ele no berço, acariciou-lhe os olhinhos puros de criança nalguma estatueta ou quadro da Virgem, sorriu-lhe animadora no santuário de Nossa Senhora da África, e foi a chama ardente da pira de todos os holocaustos da Vida Religiosa, pobre, humilde, abnegada, no Seminário de Grave.
Deus sabia a que o destinava. No longo itinerário por que o conduzia marcava-lhe a alma com o caráter dos grandes destinos. Não era uma caminhada em vão. Era a viagem formadora dos grandes espíritos."
MIRANDA,sdn, Pe. Antônio Affonso de. Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão - Adap. Pe. J. Herval, sdn. Belo Horizonte: O Lutador, 1991, pag 52.

Tendo sido ordenado sacerdote na França, e lá desenvolvido o início de seu ministério sacerdotal, é mais que natural que o Pe. Júlio Maria tenha adquirido uma devoção toda especial à Virgem de Lourdes. Escreveu o santo fundador: 

"Desde os primeiros anos do meu sacerdócio, não me satisfiz com ser devoto de Maria Santíssima. Eu quis ser dela um amante apaixonado! Quis escrever sobre ela o que de melhor e mais elevado se pudesse escrever! Quis, enfim, torná-la amada pelos homens como nunca o fora dantes. Foi meu ideal, minha paixão durante as missões na França."
MIRANDA,sdn, Pe. Antônio Affonso de. Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão.Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1957, pag. 163.

É sabido também que Pe. Júlio Maria tinha sempre, no meio de sua mesa de estudos, uma imagem da Virgem Maria: 

"Neste momento, não sei bem porque, encontro-me assentado à minha mesa de trabalho, mesa de três pés, com um deles ameaçando cair e com o tampo ainda sem polimento por descuido do carpinteiro. É nessa poética escrivaninha, com uma estatueta da Virgem Maria ao centro, que venho, às vezes, chorar, rir ou sonhar. Nesta noite, faço um pouco de tudo isso."

De Lombaerde, Pe. Júlio Maria. Romance de um missionário no Amazonhas - Trad. Ivan F. Cavalieri. Belo Horizonte: O Lutador, 1991, pág. 23.

Contam os mais velhos da Congregação que essa estatueta, que o acompanhava desde a Europa, retratava a Virgem de Lourdes. A mesma que hoje está na Casa Geral da Congregação, o Seminário Apostólico Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. A imagem encontra-se no quarto do Fundador, protegida por uma caixa de vidro, o que torna a foto pouco nítida, mas extremamente significativa:

A imagem de Nossa Senhora de Lourdes que pertenceu ao Pe. Júlio Maria.


"Toda a sua história ali se resume nesta única expressão, roubada às suas próprias palavras: Ele foi um apaixonado da Virgem!"
- Dom Miranda, sdn

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Carta ao Pe. Henrique, escrita de Bom Despacho-MG

Introdução: Cópia fiel da carta original que foi entregue pelo Pe. Henrique, sdn, ao Pe. Jayme L. Cançado, sdn. Os destinatários são o Pe. Henrique (ordenado em 1936 e, à época, substituto do Pe. Júlio na cura das almas da Paróquia de Manhumirim) e o Pe. José Batista (ordenado em 1938 e responsável pelos trabalhos da Editora O Lutador). A carta foi escrita pelo próprio Pe. Júlio Maria em Bom Despacho, onde esteve durante aproximadamente 20 dias, pregando retiros e visitando as residências das Congregações. Em itálico, algumas observações para compreensão.

+++

Bom Despacho, 15 fev 40

Meus queridos Pe. Henrique e José,

Um cordial abraço!

Devem quase estranhar o meu silêncio, não é? A razão é simples: não me sobra nem um instante.

Hoje acabei o 3º retiro, sendo cada um de 4 dias: Vicentinos, Senhoras [Associação das Mães Cristãs], Filhas de Maria e hoje começo o dos militares (soldados e oficiais). Vou pregar no salão do quartel.

De manhã até à noite, fico no confessionário no intervalo das instruções . Assim mesmo serve-me de férias, estou com a cabeça mais descansada, pois se não há ocupação não há preocupação.

Bom Despacho é esplêndido, povo católico, os padres muito queridos, a Eucaristia formando a base da devoção popular.

Amanhã devem chegar as irmãs.

Vou levá-las a São Gotardo, voltando por Dores, onde ficarei poucos dias. Aqui recolhi já algumas vocações para as irmãs, vou ver em Luz e Dores.

O Pe. Paulo é trabalhador admirável e incansável. O Pe. Thiago é muito benquisto pelo povo. Receberam-me como se fosse o Bispo. Todas as autoridades em pé, o batalhão com seu comandante, etc. - Não posso ainda marcar o dia da saída, mas avisarei a tempo. Preparem selas para fratres João e Dohr que voltam também para continuar os estudos.

Espero que os propagandistas tenham mandado dinheiro de modo a poder fazer os pagamentos correntes.

Creio que será bom fazer parar os pedreiros, desde que o prédio está coberto, conservando só os necessários e os serventes que Ariovaldo indicará.

Os carpinteiros podem fazer as duas escadas, de baixo até o primeiro andar - e do 1º andar até ao dormitório.

Devem colocar as esquadrilhas de portas e janelas e podem já rebocar o dormitório em cima.

Havendo dinheiro pode dar uns contos de reis a Nicolau Bracks.

Espero que os meninos [Apostólicos, os estudantes menores antes do Noviciado]vão todos bem ... Que os meus noviços rezem e se santifiquem... E que os teólogos estudem muito.

Iran(?) estava ainda aqui, mas já o mandei embora. é um louco. Não mande a máquina dele que ali está.

Penso que O Lutador vá bem, não é. O nosso Zeferino [Pe. José Batista, o destinatário] dará conta. Nem o tempo de lê-lo tenho.

Terminado o retiro dos soldados vou organizar as casas de São Gotardo, e ver se tenho tempo de voltar por Boa Esperança.

Um afetuoso abraço aos caríssimos padres Henrique e José e uma grande bênção para todos de casa.

Pe. Júlio Maria

PM - SDN

 

Carta Pe JulioDigitalização da última página da carta transcrita, com a assinatura do Fundador.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sacramentinos em Capítulo: o que é?

Por Pe. Aureliano de Moura Lima, sdn.

Nos dias 11 a 15 de janeiro do próximo ano, nós, Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, realizaremos o 14º Capítulo Geral de nossa Congregação em Manhumirim/MG, onde está nossa Casa-Mãe e a sede de nosso Instituto.

Em que consiste o Capítulo? É uma Assembléia constituída pelos representantes de todas as comunidades da Congregação para uma avaliação geral e planejamento do próximo quadriênio. Na oportunidade elege-se a nova equipe que coordenará a Congregação nos próximos quatro anos. Essa equipe é constituída por cinco membros: superior geral e vice, secretário geral e vice e ecônomo geral.

Nossa Congregação tem atualmente um quadro de mais de sessenta religiosos (padres, irmãos e estudantes). Atuamos em cinco estados do Brasil: Minas, Espírito Santo, Mato Grosso, Ceará e Amazonas. Sonhamos dar passos mais largos, ir para regiões mais desafiadoras, onde a presença da Igreja ainda é precária. Há muitas necessidades no Brasil e no mundo. Há realidades de abandono quase completo, de pessoas que não contam em nossa sociedade, aonde as políticas públicas não chegam, onde o único conforto e apoio costuma vir da Igreja. Queremos estar aí para trabalhar em favor desse povo. Foi esse o legado que nos deixou o nosso Fundador, Pe. Júlio Maria, que deixou a Europa no início do século passado e embrenhou na selva amazônica, trabalhando ora como professor ora como farmacêutico ora como promotor de ações sociais numa ação pastoral-evangelizadora junto àquele povo sofrido.

Contamos com o apoio e as orações de nossas comunidades para que esse tempo de Capítulo congregacional seja marcado pela abertura ao Espírito Santo a fim de darmos passos mais ousados, de levarmos a outras regiões um pouco daquilo que podemos oferecer da nossa simplicidade e pequenez.

Contamos também com nossas comunidades para que se empenhem no surgimento de vocações para o serviço da Igreja. Há muitas necessidades. A messe é grande, mas ainda a generosidade tem sido pequena. O comprometimento é ainda muito tímido. Precisamos ter coragem de sair de nosso comodismo para uma dedicação mais ousada, mais entusiasta, mais decididamente missionária na Igreja.

Finalmente contamos com as orações e o apoio de vocês para eventuais mudanças e transferências. Nós nos consagramos para o Reino de Deus. Por isso nos colocamos à disposição da Congregação para nos enviar aonde houver necessidade de nós.

Fonte: Blog da Pastoral Vocacional Sacramentina

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pe. Júlio Maria e o trabalho paroquial


Por Pe. Marcos Antônio Alencar Duarte, sdn

A V Conferência Latino Americana e Caribenha foi um acontecimento eclesial marcante, pois nos colocou enquanto Igreja num estado permanente de missão. Somos discípulos-missionários de Jesus Cristo, estamos atentos ao mandato missionário do Senhor: “Ide, pois, fazer discípulos meus entre todas as nações, batizai-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

Quantos estudos, projetos e iniciativas surgiram após os apelos do Documento de Aparecida? Se fôssemos apontar as luzes que já se acenderam após Aparecida, certamente teríamos que gastar muita tinta e papel. Nosso objetivo neste artigo é centrar nossa reflexão a partir da transformação da Paróquia através do empenho missionário do sacerdote, iluminado pelo testemunho de nosso Fundador, o Pe. Júlio Maria De Lombaerde.

O tema torna-se interessante pela sua atualidade e por estarmos no ano sacerdotal, cuja finalidade é animar, fortalecer e despertar no coração de cada sacerdote a certeza de que a fecundidade de seu ministério está na fidelidade a Cristo e à sua Igreja.

O Pe. Júlio Maria, comprovado missionário da Congregação da Sagrada Família, após várias experiências missionárias na Europa e na áfrica, chegou ao Brasil em 1912. Trabalhou nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil. Sempre teve consciência de que a Paróquia não é apenas um espaço físico ou burocrático. Não gastou tempo e nem forças em obras paroquiais pesadas, pelo contrário, dinamizou a vida paroquial através de coisas simples como visitas às famílias e dedicação no atendimento às pessoas que o procuravam para receber o sacramento da reconciliação. Quando se dedicou à construção de colégios, abrigos, hospitais e seminário foi para que seus religiosos usassem esses meios para servir aos destinatários da missão. Sua preocupação era seu rebanho. A necessidade do rebanho era a do pastor. Foi a modo de Paulo um instrumento de fazer o bem a partir das necessidades do seu povo.

A Paróquia, na concepção do Pe. Júlio Maria é um campo de missão onde a Palavra de Deus é anunciada, os cristãos são alimentados pela ação sacramental da Igreja e pela visitação do seu pastor. Aos poucos os féis vão se encontrando com Cristo e mais do que depressa percebem qual é sua missão no mundo.

O jeito de ser sacerdote missionário do Pe. Júlio Maria se manifesta em todas as suas ações. Basta lembrar suas catequeses e pregações, seus escritos, sua preocupação com a formação de novos missionários, sua dedicação no atendimento às pessoas, seu empenho na educação, na saúde, seu carinho com as crianças e com os idosos. Sua forma de ser sacerdote movimentava a Paróquia.

O Pe. Júlio Maria tinha clareza de que a fecundidade do apostolado paroquial não depende exclusivamente das estruturas que temos ou dos agentes de pastoral, mas a transformação paroquial começa no encontro do sacerdote com Jesus Cristo. Ele mesmo dizia, citando o Pe. Giraud, que “não entendia um padre que fosse apenas padre e não hóstia”. No seu jeito de ver, entender e viver o ministério ordenado este pensamento estaria incompleto porque o padre-hóstia “é feito participante de seu sacerdócio, é feito também participante de seu estado hóstia”. Em outras palavras, o padre-hóstia é um sacerdote que vive em tudo sua vocação sacerdotal de presidir a comunidade, santificar o povo de Deus e de proclamar e ensinar a Palavra de Deus. Para que isso aconteça é necessário o encontro de Jesus com seus ministros ordenados. Só um sacerdote apaixonado por Jesus Cristo e por sua Igreja transformará o ambiente eclesial em que vivemos.

O jeito do Pe. Júlio Maria ser sacerdote na Paróquia fala muito a cada um de nós. Seu testemunho nos ajuda a entender o seguinte: “A renovação da Paróquia exige atitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço dela. A primeira exigência é que o pároco seja autêntico discípulo de Jesus Cristo, porque só um sacerdote apaixonado pelo Senhor pode renovar uma paróquia. Mas ao mesmo tempo deve ser ardoroso missionário que vive o constante desejo de buscar os afastados e não a simples administração” (DA, n.201). “Para poder realizar frutuosamente o ministério pastoral, o sacerdote tem necessidade de entrar numa particular e profunda sintonia com Cristo, o bom pastor, o qual permanece sempre o único protagonista principal de toda ação pastoral” (DIP, n. 38). O presbítero é a imagem do Bom Pastor, é chamado a ser homem de misericórdia e compaixão, próximo a seu povo e servidor de todos, particularmente dos que sofrem grandes necessidades. A caridade pastoral, fonte da espiritualidade sacerdotal, anima e unifica sua vida e ministério. Consciente de suas limitações, ele valoriza a pastoral orgânica e se insere com gosto em seu presbitério” (DA, n. 198).

O Pe. Júlio Maria revolucionou a vida paroquial com poucos recursos. Seguindo o que diz o Documento de Aparecida ele renovou a Paróquia porque foi um autêntico discípulo-missionário de Jesus Cristo. Dava gosto ser cristão, o povo tinha em seu meio um sacerdote que era um outro Cristo. Isto entusiasmava os fiéis aos grandes heroísmos da fé.

Contemplando o jeito de ser sacerdote do Pe. Júlio Maria, os jovens poderão dizer: “Quero ser um padre-missionário de Jesus de Cristo com o foi este servo de Deus, o Pe. Júlio Maria”. O que fazer? Entre em contato conosco e juntos nos empenharemos na construção do Reino Eucarístico de Jesus.

Fonte: http://pvsacramentina.blogspot.com/2009/10/pe-julio-maria-e-o-trabalho-paroquial.html / Jornal Vocacional Semente, ano XXXVIII, N° 177.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Jornal Católico "O Lutador"

No complexo gráfico que é a Editora O Lutador, nasceu primeiro o jornal "O Lutador", em Manhumirim, interior de Minas Gerais. Precisamente no dia 25 de novembro de 1928, saía o primeiro número do semanário, que nunca mais deixaria de viver e lutar pela causa do Evangelho, que em última análise é a causa do homem.

Nas circunstâncias históricas em que foi fundado pelo Pe. Júlio Maria de Lombaerde, o nome "O Lutador" tinha endereço certo e lutas concretas!

A Igreja era acuada publicamente por ataques protestantes, espíritas e maçônicos, e não tinha como defender-se e mostrar ao povo a verdade da fé católica. O Pe. Júlio Maria fundou o jornal para ter esse espaço e poder responder aos ataques que a Igreja sofria. Mais tarde, o espírito ecumênico que tomou conta da Igreja Católica iria mudar essa posição. Passou da polêmica e do anátema ao diálogo.

A linguagem e as intenções, hoje, são outras. Mas a luta pela Igreja e pelo homem, a vontade histórica continua sendo a mesma. Hoje, os adversários do cristianismo são diferentes. Mas estão aí, agressivos e corrosivos, e precisam de encontrar quem não recuse a luta do esclarecimento e do dever do diálogo, por vezes duro.

Com a morte do Pe. Júlio Maria, em 1944, substituiu-o o Pe. José Batista; depois, o Pe. Antônio Miranda (hoje, bispo emérito de Taubaté, SP), a seguir o Pe. Paschoal Rangel e, enfim, o Pe. Sebastião Sant’Ana - todos da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, fundada pelo mesmo Pe. Júlio Maria. Pe. Paschoal Rangel assumiu a direção editorial em 1967, trouxe o jornal para Belo Horizonte, em 1972, e imprimiu-lhe uma feição nova, procurando manter uma linha de equilíbrio, sem progressismos, sem reacionarismos: uma linha moderada, mas sem medo de tomar posição; esclarecendo e interpretando fatos e idéias, à luz do magistério da Igreja.

O olhar do teólogo e do filósofo católico passou a orientar as páginas de O Lutador. Pe. Sebastião Sant’Ana modernizou ainda mais o jornal, graças às facilidades oferecidas pela Internet, além de acrescentar a publicação de 3 encartes mensais: Cadernos Missionários, Cadernos de Liturgia e Cadernos de Cidadania.

O Jornal circula em 3 edições mensais e é composto de 16 páginas. Traz sessões importantes, como Editorial sobre os temas do momento, Igreja Hoje, Crônicas, Respondendo aos leitores, páginas de interesse das pastorais paroquiais (Família, Catequese, Juventude, Espiritualidade, etc.) e espaço para a manifestação dos leitores.

O jornal é distribuído mediante assinatura anual, diretamente em nossa Livraria Online [http://www.olutador.com.br/] ou pelo telefone 0800-317171. Ligue e receba gratuitamente três edições do jornal, para sua apreciação!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Brevíssimo resumo das contribuições do Pe. Júlio em Manhumirim

O TESOURO HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE BOM JESUS.

Conjunto arquitetônico conta a história da fé no município.

O belíssimo conjunto arquitetônico da Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim é um símbolo do crescimento da cidade. Seus prédios, a igreja e um seminário não estão exatamente ligados ao surgimento do município, mas ao padre Júlio Maria de Lombaerde, uma das pessoas que mais colaborou para o desenvolvimento da localidade.

A construção da igreja matriz foi iniciada pelo Padre espanhol Frederico de La Barrera. Padre Júlio Maria concluiu o templo e construiu muitas outras coisas nos 16 anos em que permaneceu em Manhumirim.

A Igreja foi inaugurada em 23 de setembro de 1928 e foi a primeira da América Latina a ser erguida em concreto armado. Sua estrutura não tem tijolos, apenas blocos maciços de cimento. O estilo arquitetônico é do 3º Período Gótico.

A princípio, duas coisas chamam a atenção do visitante: a torre frontal, com 70 metros de altura, e o formato losangular do templo. A parte interna tem afrescos das paredes ao teto. São cenas que registram desde o nascimento de Cristo até a Via Crucis. Uma curiosidade é que não se vê os pés de nenhum personagem retratado. Conta-se que o pintor tinha dificuldade para desenhá-los.

O altar, todo trabalhado, encontra-se no vértice central do templo. No vértice direito, fica o túmulo do Padre Júlio Maria. No lado oposto, um púlpito e um órgão antigo. Mais de 20 imagens de santos vindas da Europa estão espalhados pelo templo.






Na foto, a Matriz do Bom Jesus de Manhumirim e o
Seminário Apostólico, à esquerda, pintado de amarelo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um pouco do trabalho do Padre Júlio no Amapá

O ano de 1911 marca a vinda dos primeiros missionários da Sagrada Família (MSF) para residirem em Macapá. Esses primeiros religiosos MSF foram João Henrique Paulsen, Hermano Elsink e irmão Boaventura Hammouche, que deram por fundada oficialmente a comunidade em 14 de agosto. Esses padres permaneceram com a gente até 1948, quando passaram a região para o comando do Pime (Pontifício Instituto das Missões). Em 1912 chega o quarto padre: José Maria Lauth, para assumir a função de superior local, ficando aqui até 1923.

De todos esses missionários, o que teve maior atuação foi o padre belga Júlio Maria Lomberdi (* 1878 – Werghein, na França; + 1941, Manhumirim, Minas Gerais, Brasil). Padre Júlio chegou em Macapá em 27 de fevereiro de 1913 para assumir a função de vigário da Paróquia de São José. Em 1916 funda a Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, entregando o hábito às duas primeiras postulantes, na capela de Santo Antonio em Belém. Foi durante o governo do padre Júlio que apareceram os primeiros protestantes em Macapá.

A Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, obra do padre Júlio, passou a funcionar em Macapá a partir de 13 de dezembro de 1916, constituída de religiosas que passaram a assessorar o sacerdote nos trabalhos de pastoral da juventude e da catequese da criança.

A atuação do padre Lombarde se deu também na cultura. Foi ele quem fundou o primeiro cinema em Macapá, que passou a funcionar próximo à igreja de São José (Não confundir com o ex- Cine João XXIII que iniciou a partir de 1963 com os padres do Pime). Vários artigos sobre a vida, o cotidiano e a história da cidade, ilustrando as páginas do jornal Correio de Macapá, foram de autoria desse padre belga, hoje guardados por colecionadores particulares, constituindo documentário importante.


Fonte: http://navegadorbrasileiro.wordpress.com/tag/religiao-o-inicio-das-religioes-no-estado-do-amapa/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pe. Júlio, grande orador das coisas sagradas!

Em 1927, a convite do Ordinário local, Dom Adauto de Miranda Henriques, Padre Júlio pregou missões na capital paraibana. Sua passagem por lá ganhou destaque no jornal católico local "A Imprensa":

Realizaram-se durante esta semana santa, na igreja cathedral de nossa cidade, as conferencias religiosas do revmo. sr. padre Julio Maria Lombardi, eloquente e festejado orador sacro, que, a convite do sr. arcebispo metropolitano, veio à Parahyba em missão apostolica, que colheu entre nós os mais sazonados e abundantes fructos.

O pe. dr. Julio Maria, com sua vasta e profunda erudição theologica, abordou e desenvolveu proficientemente as mais interessantes questões religiosas, esmagando debaixo de uma argumentação segura e convincente os adversarios mesquinhos de nossa santa Fé. (...)

A figura imponente do orador, a sua palavra facil, a gesticulação expressiva impressionaram e commoveram a todos quantos o ouviram. E dessa bôa disposição do auditorio o pe. Julio Maria soube tirar os mais consoladores fructos, num êxito magnifico que se reflectiu na aproximação de milhares de pessoas ao santo tribunal da Penitencia e à mesa da Comunhão (A Imprensa, Paraíba, p. 1, 20 abr. 1927).