quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Aos pregadores, uma simples observação
domingo, 11 de dezembro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Sonetos Eucarísticos do Fr. Solitário - Introdução
“ApresentaçãoO Frei Solitário é uma almas de poeta e um coração religioso.O pseudônimo que encobre a sua personalidade, lhe vai admiravelmente bem. É um jovem religioso sacramentino, silencioso, calmo, meditativo, humilde, que só tem uma ambição neste mundo: Amara a Deus e fazer amá-lo.É um poeta de largos recursos, de inspirações ardentes e de vôos azulados, que pode figurar ao lado dos nossos melhores poetas pátrios.Escreveu várias obras que me entregou, como um filho entrega a seu pai, o produto de seu trabalho.Com toda simplicidade, o autor pediu-me que adotasse este trabalho, como filho de seu coração e da sua alma e o fizesse batizar no prelo, servindo-lhe de padrinho.Lendo estas poesias, achei que poderiam interessar e edificar, por isto resolvi edita-lãs em brochuras.Aqui vai, pois, o primeiro afilhadinho. Que apresento ao público, todo sorridente ainda com a inocência de seu batismo, e estendendo os bracinhos para todos os que queiram acolhe-lo.A todos ele murmurará uma palavra poética, santa e confortadora.P. Júlio-Maria”
[UPDADE] Segue a lista com os sonetos que já foram publicados aqui no blog:
Brado Heróico
O Divino Solitário
O ostensório de Jesus
Coração Eucarístico de Jesus
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Carta ao Pe. Henrique, escrita de Bom Despacho-MG
Introdução: Cópia fiel da carta original que foi entregue pelo Pe. Henrique, sdn, ao Pe. Jayme L. Cançado, sdn. Os destinatários são o Pe. Henrique (ordenado em 1936 e, à época, substituto do Pe. Júlio na cura das almas da Paróquia de Manhumirim) e o Pe. José Batista (ordenado em 1938 e responsável pelos trabalhos da Editora O Lutador). A carta foi escrita pelo próprio Pe. Júlio Maria em Bom Despacho, onde esteve durante aproximadamente 20 dias, pregando retiros e visitando as residências das Congregações. Em itálico, algumas observações para compreensão.
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Bom Despacho, 15 fev 40
Meus queridos Pe. Henrique e José,
Um cordial abraço!
Devem quase estranhar o meu silêncio, não é? A razão é simples: não me sobra nem um instante.
Hoje acabei o 3º retiro, sendo cada um de 4 dias: Vicentinos, Senhoras [Associação das Mães Cristãs], Filhas de Maria e hoje começo o dos militares (soldados e oficiais). Vou pregar no salão do quartel.
De manhã até à noite, fico no confessionário no intervalo das instruções . Assim mesmo serve-me de férias, estou com a cabeça mais descansada, pois se não há ocupação não há preocupação.
Bom Despacho é esplêndido, povo católico, os padres muito queridos, a Eucaristia formando a base da devoção popular.
Amanhã devem chegar as irmãs.
Vou levá-las a São Gotardo, voltando por Dores, onde ficarei poucos dias. Aqui recolhi já algumas vocações para as irmãs, vou ver em Luz e Dores.
O Pe. Paulo é trabalhador admirável e incansável. O Pe. Thiago é muito benquisto pelo povo. Receberam-me como se fosse o Bispo. Todas as autoridades em pé, o batalhão com seu comandante, etc. - Não posso ainda marcar o dia da saída, mas avisarei a tempo. Preparem selas para fratres João e Dohr que voltam também para continuar os estudos.
Espero que os propagandistas tenham mandado dinheiro de modo a poder fazer os pagamentos correntes.
Creio que será bom fazer parar os pedreiros, desde que o prédio está coberto, conservando só os necessários e os serventes que Ariovaldo indicará.
Os carpinteiros podem fazer as duas escadas, de baixo até o primeiro andar - e do 1º andar até ao dormitório.
Devem colocar as esquadrilhas de portas e janelas e podem já rebocar o dormitório em cima.
Havendo dinheiro pode dar uns contos de reis a Nicolau Bracks.
Espero que os meninos [Apostólicos, os estudantes menores antes do Noviciado]vão todos bem ... Que os meus noviços rezem e se santifiquem... E que os teólogos estudem muito.
Iran(?) estava ainda aqui, mas já o mandei embora. é um louco. Não mande a máquina dele que ali está.
Penso que O Lutador vá bem, não é. O nosso Zeferino [Pe. José Batista, o destinatário] dará conta. Nem o tempo de lê-lo tenho.
Terminado o retiro dos soldados vou organizar as casas de São Gotardo, e ver se tenho tempo de voltar por Boa Esperança.
Um afetuoso abraço aos caríssimos padres Henrique e José e uma grande bênção para todos de casa.
Pe. Júlio Maria
PM - SDN
Digitalização da última página da carta transcrita, com a assinatura do Fundador.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Biografia do Padre Júlio Maria de Lombaerde
5 - Chegada e primeiras atividades em Manhumirim
Em 29/02/1928, Pe. Júlio Maria embarca, afinal, para o Rio de Janeiro, onde se encontrou com Dom Carloto que o recebeu com o maior respeito e carinho e o levou para Caratinga. Pe. Júlio recusou a oferta de paróquias em cidades mais importantes e maiores. Fez questão de escolher Manhumirim, na época uma cidade pequenina, modesta, embora na Zona da Mata mineira, rica em café. Manhumirim lembrava ao Pe. Júlio a pequenez e o anonimato de Grave, na Holanda, onde o Fundador de sua Congregação, que ele amava tanto, quis começar a fundação. Ótimo lugar para uma instituição que precisava de aprender a amar e viver a pobreza e a humildade.
Pe. Júlio chegou a Manhumirim dia 24/3/1928. Hospedou-se com o Pe. La Barrera, vigário da cidade. Havia uma igreja nova em construção, construção que se arrastava havia longos anos. A vida paroquial, como um todo, ia no mesmo ritmo. O velho vigário, já cansado, não podia fazer muita coisa. Pe. Júlio ficou ali, procurando conhecer a situação, observando e aprendendo. Limitou-se, durante um mês e pouco, antes de tomar posse, a celebrar a missa, observar as coisas, planejar. A posse aconteceu em fins de abril.
Apaixonado por Nossa Senhora, quis marcar sua entrada na paróquia com um Mês de Maria vibrante, piedoso e muito bonito. Pediu que se improvisasse no interior da igreja nova, ainda em construção, um altar para coroação de Nossa Senhora. Movimentou as crianças e as famílias, que se sentiam renovados com a nova liderança paroquial. Os festejos entusiasmados em honra de Maria Santíssima preocuparam os protestantes, numerosos na cidade e no município, que reagiram, espalhando entre o povo um folheto contra o culto a Maria. Pe. Júlio resolveu aproveitar a ocasião e dar uma resposta séria e firme, baseada na teologia e na Bíblia. Usou para isso o jornal da cidade. Católicos e protestantes notaram logo que estavam diante de um líder, que não apenas fazia festas e celebrava missas, mas que tinha cabeça, tinha poder de fogo intelectual, manejava com segurança e facilidade a palavra escrita. Todos perceberam sua envergadura. Os católicos vibravam. Os protestantes sentiram o peso da mão do novo pároco e missionário.
Não eram tempos de ecumenismo, infelizmente. Eram, antes, tempos de polêmicas e anátemas. Em Manhumirim, as posições se definiram e se antagonizaram. Quem era católico, começou a ser mais firmemente católico; quem era protestante, maçom, espírita teve de se decidir. Não era mais possível ser católico e espírita, católico e maçom. Os protestantes, aliás, sempre foram claramente protestantes. Estávamos diante de um catolicismo militante, aguerrido. Certamente, houve nisso coisas boas e más. Não nos compete aqui nenhum julgamento histórico. Mas é certo que o Pe. Júlio expressava bem uma posição que era a de grandes homens de Igreja naquele tempo, como o Pe. Leonel Franca, S.J. Era preciso - continua sendo preciso - catequizar os católicos, mostrar-lhes sua Igreja, as razões de sua fé e de sua esperança, de modo que eles pudessem decidir-se esclarecidamente, em moral e em doutrina.
O jornal de Manhumirim não queria desagradar nem ao padre, nem aos protestantes. Seu diretor pediu ao Pe. Júlio que escrevesse sobre outras coisas. O Pe. Júlio, porém, achou que os ataques protestantes ao culto de Nossa Senhora tinha sido espalhados entre os católicos e não podiam deixar de ser respondidos. Foi então que resolveu fundar um jornal e um jornal combativo, a que deu o nome de O LUTADOR. O primeiro número saiu em 25 de novembro de 1928 e nunca mais deixou de ser editado. As lutas de O LUTADOR variaram nesses mais de 80 anos, mas ele sempre lutou por algumas causas fundamentais para o Reino de Deus. Com linguagens diferentes, com enfoques diversos, mas sem perder de vista a meta final, os objetivos básicos.
(Este texto é uma resenha e um rearranjo do livro “Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão”, de Dom Antônio Afonso de Miranda, sdn, o primeiro religioso da Congregação do Pe. Júlio Maria escolhido para ser bispo, hoje Bispo Emérito de Taubaté, SP, e que foi o primeiro biógrafo do seu Fundador.)
sábado, 24 de abril de 2010
Morreu o Pe. Paschoal Rangel, sdn!

Pe. Paschoal Rangel faz sua Páscoa definitiva
ESCRITO POR IR. DENILSON MARIANO, SDN
24-ABR-2010
Em meio ao período pascal, nosso irmão Pe. Paschoal Rangel, Ex Diretor da Editora e do Jornal O Lutador, nesta madrugada de 24 de abril, passou desta vida para sua morada definitiva nos braços do Pai.
Pe. Paschoal, homem da seriedade do estudo, amante da filosofia , escritor e defensor da ortodoxia, havia passado por algumas complicações de saúde no ano passado da qual se recuperava e fazia progressos. Nesta última semana, depois de uma queda onde fraturou o fêmur, foi submetido a uma cirurgia após à qual aconteceu descontrole da pressão arterial e outras complicações às quais ele não resistiu.
Nossa família sacramentina agradece a Deus por todo o bem que o Pe. Paschoal realizou na Igreja e na Congregação. Aos seus familiares, aos nossos irmãos sdn e seus amigos, nossos sentimentos, nosso carinho e nossas preces de conforto.
Que nossa fé na ressurreição seja sempre maior que a dor da saudade e nos ajude a olhar os acontecimentos com os olhos da fé: “Pois ninguém de nós vive para si mesmo, e ninguém morre para si mesmo. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.” (Rm 14,7-8)
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sábado, 14 de novembro de 2009
Livro "Mistagogia Eucarística do Pe. Júlio Maria"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Carta de Dom Carloto ao Padre Júlio por ocasião da primeira edição de O Lutador

Na primeira edição do semanário católico O Lutador, editado pelo Pe. Júlio e pelos missionários sacramentinos, foi publicada a carta de aprovação e bênção do Bispo à nova empresa:
Manhuaçu, 10 de novembro de 1928
Revmo. Padre Júlio Maria
De coração abençoamos o jornal “O Lutador” que acaba de fundar, pedindo a Deus que ele seja sempre entre suas ....mãos de Apóstolo um paladino intemerato na defesa dos interesses de Jesus Cristo e de sua Igreja.
O novo Lutador será um instrumento eficaz nas mãos deste outro Lutador, o o é V. Revma., para combater o erro, espalhar a luz da verdade e fazer o bem à nossa população, de tanta boa vontade e de tão nobres sentimentos.
Meus parabéns a V. Revma., à católica população de Manhumirim e de um modo especial à bela e simpática Liga Católica dos homens.
Abençoamos o Lutador e estendemos essa bênção à primeira Liga dos Homens, fundada em nossa diocese de Caratinga, com a firme esperança de que o brioso exemplo dos homens de Manhumirim há de excitar muitos imitadores em todas as cidades e igrejas desta nossa Diocese.
Sou de V. Revma. o humilde servo
+ Carloto
Bispo de Caratingaque acaba de fundar, pedindo a Deus que ele seja sempre entre suas m
Fonte: Semanário Católico “O Lutador”, n° 1. 25 de novembro de 1928.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Jornal Católico "O Lutador"
No complexo gráfico que é a Editora O Lutador, nasceu primeiro o jornal "O Lutador", em Manhumirim, interior de Minas Gerais. Precisamente no dia 25 de novembro de 1928, saía o primeiro número do semanário, que nunca mais deixaria de viver e lutar pela causa do Evangelho, que em última análise é a causa do homem.
Nas circunstâncias históricas em que foi fundado pelo Pe. Júlio Maria de Lombaerde, o nome "O Lutador" tinha endereço certo e lutas concretas!
A Igreja era acuada publicamente por ataques protestantes, espíritas e maçônicos, e não tinha como defender-se e mostrar ao povo a verdade da fé católica. O Pe. Júlio Maria fundou o jornal para ter esse espaço e poder responder aos ataques que a Igreja sofria. Mais tarde, o espírito ecumênico que tomou conta da Igreja Católica iria mudar essa posição. Passou da polêmica e do anátema ao diálogo.
A linguagem e as intenções, hoje, são outras. Mas a luta pela Igreja e pelo homem, a vontade histórica continua sendo a mesma. Hoje, os adversários do cristianismo são diferentes. Mas estão aí, agressivos e corrosivos, e precisam de encontrar quem não recuse a luta do esclarecimento e do dever do diálogo, por vezes duro.
Com a morte do Pe. Júlio Maria, em 1944, substituiu-o o Pe. José Batista; depois, o Pe. Antônio Miranda (hoje, bispo emérito de Taubaté, SP), a seguir o Pe. Paschoal Rangel e, enfim, o Pe. Sebastião Sant’Ana - todos da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, fundada pelo mesmo Pe. Júlio Maria. Pe. Paschoal Rangel assumiu a direção editorial em 1967, trouxe o jornal para Belo Horizonte, em 1972, e imprimiu-lhe uma feição nova, procurando manter uma linha de equilíbrio, sem progressismos, sem reacionarismos: uma linha moderada, mas sem medo de tomar posição; esclarecendo e interpretando fatos e idéias, à luz do magistério da Igreja.
O olhar do teólogo e do filósofo católico passou a orientar as páginas de O Lutador. Pe. Sebastião Sant’Ana modernizou ainda mais o jornal, graças às facilidades oferecidas pela Internet, além de acrescentar a publicação de 3 encartes mensais: Cadernos Missionários, Cadernos de Liturgia e Cadernos de Cidadania.
O Jornal circula em 3 edições mensais e é composto de 16 páginas. Traz sessões importantes, como Editorial sobre os temas do momento, Igreja Hoje, Crônicas, Respondendo aos leitores, páginas de interesse das pastorais paroquiais (Família, Catequese, Juventude, Espiritualidade, etc.) e espaço para a manifestação dos leitores.
O jornal é distribuído mediante assinatura anual, diretamente

