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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Homilia da Missa de Abertura do Ano Centenário

Na Celebração Eucarística de abertura do Ano Centenário da Chegada do Pe. Júlio Maria De Lombaerde ao Brasil, Sua Exceleência Reverendíssima Dom Antônio Affonso de Miranda, sdn, proferiu uma vibrante e emocionante homilia sobre a Missão do Fundador - extensão da missão de Abraão.

Vale a pena conferir: 


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Abertura do Ano Centenário da chegada do PJM - Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora


Nós, Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, iniciamos o Ano Centenário da chegada do Pe. Júlio Maria De Lombaerde ao Brasil dentro da celebração eucarística, presidida por Dom Antônio Affonso de Miranda, nosso coirmão, bispo emérito de Taubaté, SP, na capela do Recanto Coqueiro D’Água, das Irmãs Sacramentinas de Bérgamo, em Santa Luzia, MG.

Com o Tema: 1912 – Pe. Júlio Maria De Lombaerde, “Sai da tua terra e vai...” (Gn 12,1.) e o Lema: 2012 – Família Julimariana: Crer, ousar e partir... Nosso objetivo é Celebrar o Centenário da chegada do Pe. Júlio Maria De Lombaerde ao Brasil, reavivando na Família Julimariana o espírito missionário-eucarístico-mariano do Fundador, assumindo com ousadia a missão, como discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

Nesta mesma celebração eucarística deu-se início a abertura da Assembleia de Estudos Sacramentina, que acontece de 17 a 20 de outubro, com a assessoria do Pe. José Altevir da Silva, CSSp, da Comissão Episcopal Pastoral para a Dimensão Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, e secretário do Conselho Missionário Nacional (COMINA). O Assessor estará nos ajudando a aprofundar, numa dimensão orante e reflexiva, a nossa missão, sobretudo em vista da nova área missionária, a partir de janeiro próximo, Angola – África. 

A liturgia bem preparada, pelos Noviços, Postulantes e Aspirantes, em vista dos ministérios de Leitor e Acólito instituídos ao Frt. Rodrigo Ferreira da Costa, SDN; e Frt. Welton de Oliveira, SDN, foi momento forte da celebração. Participaram conosco as Irmãs Sacramentinas de Bérgamo, do Eremitério Vila Emaús.

Cantamos Te Deum, ao Senhor da Vida e da História, pelas bênçãos derramadas em nossa família religiosa, por intercessão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

Pe. Heleno Raimundo da Silva, SDN
SECRETÁRIO GERAL

Pe. Demerval, sdn, entroniza o quadro do Fundador
  
Frt. Rodrigo recebe o ministério de Leitor
E/D: Frt. Welton, sdn, e Frt. Rodrigo, sdn, recebem o ministério do Acolitato


S.E.R. Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN



Mais fotos: http://www.flickr.com/photos/sacramentinos/sets/72157627794220491/
Fonte: http://www.sacramentinos.org.br/sdn/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dom Antônio A. Miranda presidirá a Santa Missa na 49ª Assembléia Geral da CNBB

Notícias da 49ª Assembléia Geral da CNBB:

Dom Antônio, sdn,
celebrará a Santa Missa amanhã, dia 10, em Aparecida
1) Segundo o guia para os jornalistas da CNBB, divulgado com antecedência em preparação à 49ª Assembléia Geral, a Missa de amanhã (dia 10 de maio) será presidida por Dom Antônio Affonso de Miranda, sdn.
Dom Miranda, como já publicamos aqui, foi o primeiro sucessor do Pe. Júlio Maria, tendo sido eleito no primeiro Capítulo Geral da Congregação Dos Missionários de Nossa Senhora do SSmo. Sacramento (Sacramentinos de Nossa Senhora). É, também, o primeiro religioso da Congregação fundada pelo Pe. Júlio Maria a ser eleito Bispo para a Santa Igreja. Atualmente, é Bispo Emérito de Taubaté-SP.
Conforme informa o Comunicado (prefaciado pelo atual secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, Bispo Eleito de Campo Grande), o Santo Sacrifício está sendo celebrado às 7h30, conjugado com o Ofício de Laudes.
2) O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno,
novo presidente da CNBB
No primeiro escrutínio, dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).

Na primeira votação, também receberam votos o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta (14); o arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva; o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Jundiaí (SP), dom Vicente Costa; o bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo Steiner e o bispo de Cruz Alta (RS), dom Friederich Heimler, com um voto cada.

No segundo escrutínio, receberam votos o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta (4) e o bispo de Santo André, dom Nelson Westrupp (1).

Amanhã as eleições continuam para vice-presidente e secretário. Eleitos os membros da Presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam).
Seu lema episcopal é: “In Gaudium domini” (Na Alegria do Senhor)
*
Tudo para a maior glória de Deus!
Pro Catholica Societate

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Padre Júlio Maria que eu conheci

Por Dom Antônio Affonso de Miranda, sdn
Bispo emérito de Taubaté

Ele tinha o olhar flamejante e firme

Dom Antônio Affonso de Miranda, sdn
Bispo Emérito de Taubaté-SP
Conheci o Pe. Júlio Maria em 1933.

Menino de doze anos, transpus os umbrais do Seminário Apostólico de Manhumirim, acompanhado de meu saudoso pai, que vinha entregar-me a um outro pai, que haveria de exercer sobre minha vida tão imensa influência.

Tarde escaldante de primeiro de fevereiro. Após longa espera na sala de visitas, entrou o Pe. Júlio Maria, que vinha do Colégio das Irmãs. Alto, longa barba, olhar flamejante, firme. Mas bondoso, afável.

Foi a imagem que me ficou presa n’alma de criança tímida e ansiosa, ao contato passageiro de uns quinze minutos.

Nos dias seguintes, aquela imagem, que mais incutia temor e reverência do que inspirava amizade, se acentuou no meu espírito. Pe. Júlio era para mim um homem extraordinário, que nunca tinha visto semelhante, e que criava em mim um misto de medo e de segurança. Medo, não sei de quê. Certamente, de seu olhar penetrante e de seu rosto às vezes austero. Mas, segurança, confiança no futuro, nas horas incertas, quando ele ensinava.

Tímido quando o procurava, enchia-me de alegria quando ele falava. E me sentia amparado, forte, decidido a ser homem, como ele era.

O outro lado do homem

Muito mais tarde, quando fui noviço e professo, nosso relacionamento se acentuou. Vi, então, de perto, mais que o homem, o enorme homem, forte e austero. Comecei a perceber o religioso, o homem que rezava, o penitente, o pobre, o padre que amava a Igreja.

Eu amadurecia, perdera em parte a timidez, e começava a apreender novos aspectos nas pessoas e nas coisas. E o Pe. Júlio Maria como que desabrochava numa nova figura diante de mim.

Vi, então, que aquele que me parecia severo, era, atnes de tudo, severo consigo mesmo. Enérgico, sua energia era virtude que vencia o comodismo humano.

Ele fazia o que pregava. Ensinava a pobrez, e era pobre. Dizia que era preciso rezar, e rezava com alma aberta e confiante. Pregava o zelo, e o mostrava na sua conduta de padre, que não conhecia momentos de descanso.

Foi ao lado deste Pe. Júlio Maria que vivi doze anos. Cinco anos impressionado pela figura do homem, sete edificado pela presença do padre, do fundador, e só hoje sei dizer: do carismático, do enviado, do homem de Igreja.

O outro lado da história

Há fatos que a gente presencia na vida e só balanceia mais tarde. Eles ficaram como absorvidos na sequencia do dia a dia. Foi assim que participei de alguns acontecimentos da vida familiar do grande missionário de Manhumirim, cujo alcance somente agora posso avaliar.

E mesmo alguns fatos de sua vida passada, que pesquisei e escrevi em sua biografia, somente hoje, amadurecidamente, consigo poderar, atinando com seu alcance no contexto da História.

Vejo que a maioria dos episódios, ou a contextura de todos eles, na vida do Pe. Júlio Maria, tinha um sentido de projeção para o futuro.

Homem que se entregara à Igreja, para seu serviço, e que fora eleito para uma especial missão de Igreja, o Pe. Júlio Maria não construiru para si uma obra no presente. Ele, sem o saber, e sem nós o lobrigarmos também, edificava a própria Igreja, enquanto configurava uma Igreja particular e local, dando-lhe traços específicos e crinado uma realidade nova e importante, que haveria de influir para o futuro.

Quando ele morreu, naquela tarde trágica, inundada de chuvas, cheia de angústia na casa imensa, que aguardava à hora do jantar o seu sorriso e que recebeu o seu cadáver, eu senti que tudo ia começar de novo.

Isto é, parecia-me que principiava a façe oculta da História. Tudo ia começar de novo: o Pe. Júlio reconstruindo, lentamente, a sua obra na luz de Deus.

Não me enganei. Uma história nova se iniciou. E era a verdadeira. A História.

Fonte: Miranda,sdn, Dom Antônio Affonso de. Pe. Júlio Maria, Testemunho de Uma Nova Igreja. Belo Horizonte: O Lutador, 2ª Edição.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"Sua memória é, para mim, ainda agora, a de um vivo"

Apresentamos o prólogo do livro "Pe. Júlio Maria, testemunho de uma nova Igreja", de autoria de Dom Antônio Affonso de Miranda, sdn. Dom Miranda foi o primeiro Superior-Geral eleito da Congregação, e o seu primeiro padre eleito ao Episcopado. Conviveu longos anos com o Fundador, sendo testemunha pessoal de várias histórias. Vale a pena conferir.

***

Prólogo

Dom Antonio Affonso de Miranda,  SDN.
Bispo Emérito de Taubaté-SP
Há cem anos, ele nasceu. Terá ele morrido, de fato?

Até hoje, trinta e três anos após o seu sepultamento, não me conformo em pensar que ele tenha morrido. Sua memória é, para mim, ainda agora, a de um vivo.

Talvez porque ele marcou muito profundamente a minha adolescência e minha mocidade, seus traços ficaram indeléveis em meu espírito. Não é um morto. É um vivo que apenas se ausentou.

Tal é para mim o Pe. Júlio Maria De Lombaerde, grande missionário, grande Padre, que viveu em Manhumirim seus últimos anos, na década de quarenta.

Quero fazer um retrospecto de memória, para os que dele ouviram falar e também os que não o conheceram. Gostaria de evocar, bem vivo, em quadros da história, a sua personalidade, como eu a conheci e admirei. Gostaria que os amigos de seus filhos e filhas espirituais, e principalmente estes e estas, pudessem dizer comigo: “Ele está vivo. Ele não morreu. Nos seus cem anos, ele reaparece redivivo e imortal, nesta Igreja para a qual ele trabalhou e sofreu”.

Há muitos anos, após a morte deste grande sacerdote, escrevi-lhe a biografia. Um pálido ensaio daquilo que devia ser, de fato, a sua História.

Mas um livro tão volumoso, como aquele, publicado em 1947, ninguém gosta de ler. Veio-me então a idéia de fazer reviver o meu biografado em quadros rápidos, que o apresentam como ele foi e como o conheci e como se me afigura que continua a ser agora.

Não é, espero, a repetição do que escrevi no passado. Não.

Como se vivo hoje ele estivesse, atuando nesta Igreja que ele tanto amou, eu gostaria de apresentá-lo a meus irmãos e irmãs, para dizer-lhes: “Ei-lo. Ele está presente. Ele caminha diante de nós”.

Na própria dimensão histórica, o homem pode ser considerado sob duplo aspecto: pelo que realizou em seu tempo e pelo que dele se projeta em épocas posteriores.

Quando o Pe. Júlio Maria morreu, falou-se no que ele fez e deixou como marca de seu tempo. Agora, muitos anos passados, percebe-se que a sua obra tinha um sentido mais extenso e duradouro. Ele era portador de um carisma, de um dote, que não era dele, e sum da Igreja a que servia. Este Dom que o Senhor lhe deu não se estreitou no pouco mais de meio século em que ele viveu. Projetou-se para muito além. Ele apenas começou a construir uma Igreja, que naquele tempo não se podia entrever, e que se manifesta hoje, a cada dia, na continuação de sua obra.

É este Pe. Júlio Maria que aparece redivivo na Igreja atual, agora, quando se comemora o seu centenário.

Ele está vivo. É preciso reencontrá-lo. Para caminhar com ele, na esperança, na coragem, na fé, no entusiasmo de fazer a Igreja viver numa fase das mais gloriosas de sua história.

Campanha, festa de S. José, 19 de março de 1978.

+ Antônio Affonso de Miranda, SDN


Fonte: Miranda,sdn, Dom Antônio Affonso de. Pe. Júlio Maria, Testemunho de Uma Nova Igreja. Belo Horizonte: O Lutador, 2ª Edição. Pág. 3-4.