Mostrando postagens com marcador Polêmica anti-protestante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Polêmica anti-protestante. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

21 de agosto - dia de São Pio X

Papa São Pio X trabalhando em seu escritório
"Como já mostrei acima, o Papa, embora seja homem de idade avançada, não é uma MÚMIA, mas é de uma atividade e de um espírito de trabalho espantoso.

O Papa anda, viaja, passeia até, e em vez de ser carregado, é capaz de carregar os outros, como tem acontecido com diversos Papas, que carregavam até doentes para o hospital.

A vida do papa, como provarei mais tarde, é antes de tudo uma vida de oração, de meditação e de união a Deus, para poder governar a catolicidade, porém os Papas são homens de ação... e de ação quase milagrosa [...]

Quem não ouviu falar da atividade assombrosa do Santo Pio X, reformador do Direito Canônico, do cantochão e de muitas outras modificações úteis na Igreja, por este Pontífice levadas a efeito?"

DE LOMBAERDE, Pe. Júlio Maria. O Cristo, o Papa e a Igreja. Manhumirim: O Lutador,1940, p. 54.

domingo, 20 de março de 2011

Jejum e abstinência

Nesse II Domingo da Quaresma, apresentamos esse texto do Pe. Júlio Maria sobre o jejum e a abstinência. Foi retirado do livro polêmico Luz nas trevas. Não obstante o tom apologético, consideramos que é eficiente para despertar os bons sentimentos quaresmais.

***


I – A razão de ser


A Igreja, ciosa de seguir em tudo as prescrições e os conselhos do Divino Mestre, prescreveu o jejum e a abstinência, como penitência, em certos dias do ano.

O jejum consiste em privar-se de uma parte dos alimentos habitualmente usados, e refere-se à quantidade do mesmo alimento.

A abstinência consiste em privar-se de carne em certos dias, por espírito de penitência, e refere-se, pois, à qualidade do alimento.

Jesus Cristo prescreve o jejum sem indicar o dia deste jejum; aconselha esta prática como meio de alcançar o perdão das faltas, de expiá-las e de domar as paixões da carne. Tudo isto está claramente indicado na Bíblia.

Não tendo Jesus indicado o tempo, nem o dia destas penitências, cabe à Igreja determiná-los, para que os conselhos e preceitos do Salvador não fiquem esquecidos.

Percorramos, meu caro crente, os exemplos, os conselhos e preceitos do jejum, indicando bem os passos, para que o amigo os possa verificar em sua Bíblia.

II – Preceito do jejum

Digo logo, para espantar o meu amigo crente, que o jejum constitui não simplesmente um conselho ou uma lei eclesiástica, mas sim uma lei divina, como a oração e a esmola.

A prova é simples: o que Jesus Cristo une num mesmo preceito, deve possuir a força deste preceito. Ora, lemos em S. Mateus que o Salvador fez três preceitos para cumprir a lei e as profecias: esmola, oração e jejum.

O capítulo VI de S. Mateus é a majestosa exposição desta verdade. Jesus Cristo diz ao terminar: Quando jejuardes, não vos mostreis tristes... Ungi as vossas cabeças e lavai o vosso rosto... para não parecer aos homens que jejuais, mas a vosso Pai, que vos recompensará (16,17,18).

Em outro lugar o Salvador ensina que há tentações, que só se combatem à força de oração e do jejum (Mt 17, 20).

Ora, todos nós somos tentados. Todo homem é tentado pela sua própria concupiscência, diz S. Tiago (1, 14). Para resistir a estas tentações precisamos, pois, recorrer à oração e ao jejum.

Eis já o quanto é claro e irrefutável.

Examinemos agora se o tal preceito foi praticado pelo próprio Salvador.

III – Exemplo de Jesus Cristo                   

O grande modelo a imitar é Jesus Cristo. Ele é o caminho: Ego sum via veritas et vita (Jo 14,6). Ora, lemos em S. Mateus que antes de iniciar a sua grande obra – a fundação da Igreja – o Salvador foi conduzido ao deserto, onde jejuou durante quarenta dias e quarenta noites (Mt 4,1-2).

Como é que os amigos protestantes, que pretendem seguir a Bíblia à risca, não imitam a Jesus Cristo jejuando, em vez de atacarem o jejum praticado pelos católicos, em imitação do seu divino modelo? Que contradição! A Bíblia está repleta de exemplos de jejum. Em toda parte, em todas as necessidades encontramos a oração e o jejum, como duas práticas inseparáveis, para aplacar a Deus e obter os seus benefícios.

O jejum é como o sustento da oração. É boa a oração acompanhada do jejum, diz Tobias (12,8). Voltei meu rosto para o Senhor, meu Deus, para o rogar, o conjurar em jejuns, diz Daniel (9,3-4).

O ímpio Acab, provocando a justiça de Deus, por causa da vinha de Nabot, jejuou coberto de um cilício e alcançou certa indulgência.

Os ninivitas, urgidos que fizessem penitência, observavam o jejum, para alcançarem a clemência de Deus, etc., etc.

IV – A origem da quaresma

A quaresma, ou os quarenta dias de jejum, praticados na Igreja Católica, foi instituída pelos Apóstolos, em lembrança do Jejum de Jesus Cristo.

A prova desta asserção encontra-se na regra traçada por Santo Agostinho: “Toda prática, diz ele, recebida por toda a Igreja e cuja origem não pode ser atribuída nem a um bispo, nem a um papa, nem a um concílio, deve ser considerada como uma instituição apostólica.”

Ora, a quaresma foi sempre observada por todas as nações cristãs e não se pode fazer remontar a sua origem a uma instituição humana, posterior ao tempo dos apóstolos; logo foi instituída por eles.

Os amigos protestantes dizem que tal prática foi instituída pelo Concílio de Nicéia. É falso, pois o Concílio de Nicéia realizou-se em 325, e encontramos já nos escritos de Tertuliano e de Orígenes, no ano 200, a menção positiva da quaresma.

S. Jerônimo, no ano 400, escreveu: “Segundo a instituição apostólica, observamos um jejum de 40 dias.” (Ep. ad Marcel. ).

S. Leão é mais positivo ainda: “Foram os apóstolos, -diz ele- que, por inspiração do Espírito Santo, estabeleceram a quaresma.”

“Jejuamos em qualquer outro tempo, - diz também S. Agostinho- se quisermos, mas durante a quaresma, pecamos se não jejuamos”.

Eis, pois, bem demonstrado que a quaresma é uma instituição dos Apóstolos, instituída por eles, talvez por ordem ou conselho de Jesus Cristo, para lembrar e imitar o jejum de 40 dias do próprio Salvador.

V – O jejum na antiga e nova lei

O jejum da sexta-feira, como já disse, não existe senão na cabeça do protestante à cata de objeções; mas se existisse, teria inda a sua razão de ser, o seu fundamento. Este fundamento seria a Lei da Igreja.

A Sagrada Escritura prova a necessidade do jejum, sem determinar os dias deste jejum. Os apóstolos instituíram a quaresma. A Igreja de Jesus Cristo possui uma autoridade divina, igual à autoridade dos apóstolos, pois o papa é o legítimo sucessor dos apóstolos. É, pois, inegável que o Papa possa prescrever jejuns ou suprimí-los, em certos dias, para um fim útil ou conveniente. O jejum, como mortificação do corpo, é um preceito divino; o modo prático de exercê-lo deve ser regulamentado pela Igreja, por lei eclesiástica, que obriga a consciência.

A Igreja recebeu do seu divino Fundador o poder de legislar, ou formar leis; tal poder pertence necessariamente à autoridade de governar que S. Pedro recebeu do Salvador: Dixit ei (Pedro): Pasce oves meas (Jo 21,17).

Não se pode negar este poder à autoridade eclesiástica, tanto mais que a antiga lei dava tal poder a seus chefes, como lemos na Bíblia.

Jozafaz fez publicar um jejum em toda a Judéia, o que foi aprovado pelo Senhor, que lhe concedeu o favor implorado.

Esdras publicou também um jejum pela feliz jornada dos judeus que voltaram do cativeiro da Babilônia. Publiquei um jejum, diz ele; nós jejuamos, pois, e tudo nos sucedeu com felicidade (1Esd 8,21-23).

Jeremias publicou igualmente um jejum em Jerusalém, para toda a multidão que vinha de Judá, a fim de aplacar as vinganças do Senhor (Jer 36,9).

O profeta Zacarias faz menção de quatro jejuns, ordenados por Deus (Zac 3,19).

Eis como a Igreja do Antigo Testamento preceituava o jejum e determinava o tempo e o modo de praticá-lo, por ordem divina. É, pois, lógico que a Igreja do Novo Testamento goze do mesmo poder de que gozava a Igreja antiga, que era apenas o esboço, o símbolo e a Imagem da Igreja de Cristo.

VI – A abstinência de carne

Devemos, pois, concluir que a Igreja tem o direito de impor, em certos dias determinados, o dever de jejuar e de abster-se de certos alimentos por lei positiva do poder eclesiástico.

Se tem o poder de prescrever o jejum, deve ter também o de prescrever a abstinência de certos alimentos. Tal abstinência não é novidade; existiu na lei antiga, como existe hoje na Igreja Católica.

Os próprios apóstolos prescreviam tal abstinência. Abster-vos-ei das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue e dos animais sufocados, dizem os Atos (15,29).

Se os apóstolos prescrevem de abster-se de certas carnes, podem naturalmente prescrever tal abstinência em tempo e dias marcados, como fez a Igreja, prescrevendo em certos países a abstinência de carne, nas sextas-feiras, em lembrança da morte do divino Salvador. É claro, simples e incontestável.

VII – Conclusão


A conclusão é irrefutável. A Igreja Católica, fiel aos ensinamentos da Bíblia, apóia-se em todas as suas doutrinas sobre o texto sagrado, e faz dele o pedestal divino dos dogmas, da moral, e até das cerimônias do culto.

O protestantismo, ao contrário, limita-se em exaltar a Bíblia, e na prática afasta-se completamente dos ensinos da mesma Bíblia. Jejuar e abster-se de certos alimentos é uma prática que vem do berço da humanidade: pouco importa que o protestante proteste, porque a sua lei, a base do seu credo é protestar contra a verdade católica.

Se a Igreja proibisse o jejum e a abstinência, os amigos protestantes citariam centenas de textos para provar que o jejum e a abstinência são preceitos divinos. E estes textos podem ser encontrados, de fato.

A Igreja, firme em sua resolução divina, sustenta a verdade; e o protestante, embora não encontra nenhum texto, absolutamente nenhum, contra o jejum e a abstinência, protesta e quer ver textos que provem que se deve jejuar nas sextas-feiras.

Pe. Júlio Maria De Lombaerde, "Luz nas Trevas". Págs. 202-208

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Biografia do Padre Júlio Maria de Lombaerde

5 - Chegada e primeiras atividades em Manhumirim

Em 29/02/1928, Pe. Júlio Maria embarca, afinal, para o Rio de Janeiro, onde se encontrou com Dom Carloto que o recebeu com o maior respeito e carinho e o levou para Caratinga. Pe. Júlio recusou a oferta de paróquias em cidades mais importantes e maiores. Fez questão de escolher Manhumirim, na época uma cidade pequenina, modesta, embora na Zona da Mata mineira, rica em café. Manhumirim lembrava ao Pe. Júlio a pequenez e o anonimato de Grave, na Holanda, onde o Fundador de sua Congregação, que ele amava tanto, quis começar a fundação. Ótimo lugar para uma instituição que precisava de aprender a amar e viver a pobreza e a humildade.

Pe. Júlio chegou a Manhumirim dia 24/3/1928. Hospedou-se com o Pe. La Barrera, vigário da cidade. Havia uma igreja nova em construção, construção que se arrastava havia longos anos. A vida paroquial, como um todo, ia no mesmo ritmo. O velho vigário, já cansado, não podia fazer muita coisa. Pe. Júlio ficou ali, procurando conhecer a situação, observando e aprendendo. Limitou-se, durante um mês e pouco, antes de tomar posse, a celebrar a missa, observar as coisas, planejar. A posse aconteceu em fins de abril.

Apaixonado por Nossa Senhora, quis marcar sua entrada na paróquia com um Mês de Maria vibrante, piedoso e muito bonito. Pediu que se improvisasse no interior da igreja nova, ainda em construção, um altar para coroação de Nossa Senhora. Movimentou as crianças e as famílias, que se sentiam renovados com a nova liderança paroquial. Os festejos entusiasmados em honra de Maria Santíssima preocuparam os protestantes, numerosos na cidade e no município, que reagiram, espalhando entre o povo um folheto contra o culto a Maria. Pe. Júlio resolveu aproveitar a ocasião e dar uma resposta séria e firme, baseada na teologia e na Bíblia. Usou para isso o jornal da cidade. Católicos e protestantes notaram logo que estavam diante de um líder, que não apenas fazia festas e celebrava missas, mas que tinha cabeça, tinha poder de fogo intelectual, manejava com segurança e facilidade a palavra escrita. Todos perceberam sua envergadura. Os católicos vibravam. Os protestantes sentiram o peso da mão do novo pároco e missionário.

Não eram tempos de ecumenismo, infelizmente. Eram, antes, tempos de polêmicas e anátemas. Em Manhumirim, as posições se definiram e se antagonizaram. Quem era católico, começou a ser mais firmemente católico; quem era protestante, maçom, espírita teve de se decidir. Não era mais possível ser católico e espírita, católico e maçom. Os protestantes, aliás, sempre foram claramente protestantes. Estávamos diante de um catolicismo militante, aguerrido. Certamente, houve nisso coisas boas e más. Não nos compete aqui nenhum julgamento histórico. Mas é certo que o Pe. Júlio expressava bem uma posição que era a de grandes homens de Igreja naquele tempo, como o Pe. Leonel Franca, S.J. Era preciso - continua sendo preciso - catequizar os católicos, mostrar-lhes sua Igreja, as razões de sua fé e de sua esperança, de modo que eles pudessem decidir-se esclarecidamente, em moral e em doutrina.

O jornal de Manhumirim não queria desagradar nem ao padre, nem aos protestantes. Seu diretor pediu ao Pe. Júlio que escrevesse sobre outras coisas. O Pe. Júlio, porém, achou que os ataques protestantes ao culto de Nossa Senhora tinha sido espalhados entre os católicos e não podiam deixar de ser respondidos. Foi então que resolveu fundar um jornal e um jornal combativo, a que deu o nome de O LUTADOR. O primeiro número saiu em 25 de novembro de 1928 e nunca mais deixou de ser editado. As lutas de O LUTADOR variaram nesses mais de 80 anos, mas ele sempre lutou por algumas causas fundamentais para o Reino de Deus. Com linguagens diferentes, com enfoques diversos, mas sem perder de vista a meta final, os objetivos básicos.


(Este texto é uma resenha e um rearranjo do livro “Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão”, de Dom Antônio Afonso de Miranda, sdn, o primeiro religioso da Congregação do Pe. Júlio Maria escolhido para ser bispo, hoje Bispo Emérito de Taubaté, SP, e que foi o primeiro biógrafo do seu Fundador.)

[Continua...]

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Liga Católica

Neste primeiro número do Lutador merece lugar de honra a fotografia da Liga Católica de Manhumirim. A Diretoria, composta de homens de destaque em nossa sociedade, constitui um elemento de progresso e de dignidade, do qual se pode esperar tudo o que é grande e nobre.

A Liga católica, cuja finalidade é a prática leal e briosa da nossa santa religião, a defesa dos seus sagrados princípios, e o realce das suas cerimônias, já conta com mais de 320 homens.

E este número é apenas um começo.

Em Breve contará seus 500 homens decididos, firmes, que proclamarão bem alto o espírito religioso do povo mineiro, e entre este povo, dos habitantes de Manhumirim.

A concorrência das festas, a freqüência dos ofícios religiosos aos Domingos, a assistência numerosíssima no mais perfeito recolhimento, as conferências semanais dos homens, são provas cabais da vitalidade da religião de Jesus Cristo, e do sopro vivificador que passou por entre os católicos, depois das polêmicas com os protestantes.

Como Deus sabe servir-se do mal, para faze-lo concorrer à realização dos seus planos!

Estávamos numa paz relativa – numa espécie de entorpecimento religioso – o protestantismo julgou a hora oportuna de espalhar os seus erros e seu espírito de revolta contra a Igreja do Cristo – e eis que a pedra que eles atiraram contra esta Igreja recaiu sobre eles e está esmagando-os sob o seu peso.

Não somente a Igreja Católica saiu incólume da peleja, mas saiu radiante, resplandecente, fulgurante; mostrando de um lado a sua fecundidade, a sua santidade, o seu eterno triunfo, e de outro lado, mostrando a perfídia, a hipocrisia e a supina ignorância dos seus adversários: os tais pastores intrusos e mercenários.

O feitiço virou contra o feiticeiro.

Em vez de abalar a fé dos católicos, esta fé arraigou-se, solidificou-se extraordinariamente; e muitos católicos, já meio seduzidos pelo erro, voltaram ao rebanho único e verdadeiro da Igreja Católica, sem falar dos muitos protestantes que renunciaram a seus erros tornando-se de novo filhos dedicados da Santa Igreja.

É sobre as ruínas ainda fumegantes da protestantismo que se fundou a bela Liga Católica, isto é: a união dos católicos verdadeira, para defenderem a sua fé e a fé dos seus filhos, e continuar a repelir, com desassombro, o erro e a revolta de Lutero.

É como órgão desta reação que nasceu O Lutador, que será como o lábaro, o porta-voz, o clarim da Liga Católica, espalhando as suas obras, as suas iniciativas e o seu entusiasmo.

Eis a nossa Liga Católica

É uma força... é um exercício de valentes cujo estado maior é constituído pela Diretoria, tendo à sua frente o Vigário da freguezia[1], ou melhor, o próprio Bispo que ele representa.

Os nossos homens estão de parabéns! O triunfo é nosso, porque temos para nós a Verdade, o auxílio do Altíssimo, a virtude e o número.

E tudo isso é como a desforra dos ataques insensatos dos protestantes.

Hoje o catolicismo de Manhumirim não é mais um catolicismo adormecido, latente; é uma fé vibrante, estuasiasta, empreendedor, conquistador... é um fogo que quer espalhar-se, e há de espalhar-se.

A prova está no belo e fecundo movimento religioso da paróquia.

Além dos 320homens da Liga a paróquia conta com 250 associados do coração de Jesus, 80 membros da Cruzada Eucarística, 60 filhas de Maria e um centro de Catecismo com 215 crianças.

E tudo isso progride, desenvolve-se e há de duplicar-se, com a graça divina.

Eis a nossa força espiritual.

Tudo isso é belo, é grande, e tudo isso indica claramente o dedo de Deus.

Continuamos, decididos e unidos, e breve desaparecerá de Manhumirim a triste e decadente seita do protestantismo, para só deixar subsistir um só rebanho e um só pastor, a unidade da fé, no seio da Igreja Católica: fiet unum ovile et unus pastor, como diz São João (10, 16).

Eis o ideal da Liga Católica. A união faz a força. O catolicismo é a religião da união, como o protestantismo é a seita da desunião.

Continuemos unidos e seremos fortes da força divina, desta força que sempre triunfa, e cujo triunfo é a coroa eterna (II Tm 4, 7).

Eis porque figura neste primeiro número a fotografia dos homens da Liga Católica. Tal fotografia dos homens da Liga Católica.

Tal fotografia é um programa... é um ideal... é um exemplo... é sobretudo um triunfo. O triunfo do Cristo!

Deo Gratias, qui triumphat... nos in Christo Jesu. (II Cor 11,14)

P. Júlio Maria



[1] NdE: Freguezia, na nomenclatura eclesiástica da época, equivale à paróquia.

domingo, 20 de setembro de 2009

Apreciação dos escritos do Pe. Júlio

A revista Lar Católico, da Congregação dos Missionários do Verbo Divino, a propósito do livro Polêmicas de Doutrina, de Ciência e de Bom Senso (1933), dedicou-lhe a seguinte apreciação:

O Rvmo. Pe. Julio Maria tem uma pena terrível – digam-no os protestantes, espíritas e outros adversários da religião católica. Metam-se com ele, para verem o que fica de suas doutrinas. Este livro, mais um primor do trabalho apologético do apostolo lutador de Manhumirim, deveria ter a mais ampla divulgação entre as famílias católicas. Quem é hoje o católico que não ouça constantemente as invectivas de um protestantismo rancoroso e arrogante, do espiritismo ímpio e desrespeitador, sem saber ás vezes achar a resposta pronta e acertada? Nesta polemica encontra tudo do que precisa para se orientar no labirinto das objeções contra a Igreja Católica. O Pe. Julio Maria não usa de luvas de pelica. Sua argumentação é forte, radical, decisiva, sem cerimônia, sem dó nem misericórdia. É delicioso ler qualquer uma de suas Polemicas”



SIMÕES, Daniel Soares. O Rebanho de Pedro e os Filhos de Lutero: O Pe. Júlio Maria De Lombaerde e a Polêmica Antiprotestante no Brasil (1928-1944). Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. 2008.

A grafia das palavras foi atualizada segundo a norma atual.